Projecto LINEAR – Asteróide 1999 AN10 e Asteróide 2004 BL86

A missão LINEAR é um projecto da responsabilidade do Laboratório Lincoln do MIT (Massachusetts Institute of Technology). O projecto, financiado por inteiro pela agência NASA e pela Força Área dos Estados Unidos, tem por objectivo primário aplicar a tecnologia e os conhecimentos adquiridos, durante a monitorização de satélites enviados para órbita do planeta Terra, na monitorização de asteróides com alta probabibilidade de passar junto à órbita da Terra.

A designação LINEAR é o acrónimo para “Lincoln Near-Earth Asteroid Research” que, numa tradução livre, poderá apresentar-se em português como “Centro de Pesquisa para Asteróides com Passagem Próxima à Terra”.

Em Setembro de 2011, o projecto já havia efectuado mais de 30 milhões de observações individuais, tendo detectado mais de 7 milhões de “objectos extraterrestres” em órbita solar. Entre estes 7 milhões de objectos foram encontrados 2423 asteróides com órbita próxima à do nosso planeta. Os investigadores do MIT atribuem a designação de NEO’s (near-Earth objects) aos astereóides com alta probabilidade de passagem junto à Terra.

A probabilidade de que um asteróide de dimensões significativas colida com o planeta Terra é quase certa (99,99%). No entanto, é importante ter em conta o espaço temporal em que a próxima colisão de proporções cataclismicas verificar-se-á. Muito provavelmente não será num futuro muito próximo. Embora haja um asteróide particular que está a criar inquietação na comunidade científica. Não pela sua próxima passagem mas, sim, pela passagem que terá a seguir a esta entre os anos de 2044 e 2046.

O asteróide 1999 AN10 tem uma órbita certa de passagem próxima à terra a 7 de Agosto de 2027. Os cálculos dos cientistas apontam para uma passagem com uma distância à Terra de cerca de 0,0026 Unidades Astronómicas (aproximadamente 390 mil quilómetros). Um estudo da NASA, publicado no ano de 1999 pelo cientista Paul W. Chodas e actualizado hoje dia 25 de Janeiro, indica que a passagem de Agosto de 2027 determinará a órbita da próxima passagem do asteróide 1999 AN10.

Os cálculos científicos, apresentados inicialmente há quase 16 anos atrás, apontam para uma relevância significativa na possibilidade da próxima passagem colocar o asteróide 1999 AN10, na sua segunda passagem, em rota de colisão contra a Terra. Os cientistas Andrea Milani, Steven Chesley, Giovanni Valsecchi e o astrónomo amador Frank Zoltowksi são os responsáveis pelos cálculos iniciais desta segunda trajectória.

Todavia, não há razão para alarmismo. A segunda passagem desta asteróide “ainda” dista cerca de 30 anos e a sua primeira passagem será a oportunidade ideal para avaliar devidamente o seu grau de perigosidade para o planeta Terra. A sua primeira passagem será a Agosto de 2027 pelo que não é necessário, até lá, avaliar o risco deste objecto em concreto. Importa sim, é avaliar a capacidade de resposta que teríamos face a um cenário hipotético de potencial colisão com a Terra ou até mesmo com a Lua.

É curioso que um cenário de colisão com o nosso satélite natural (a Lua) seja raramente abordado. Um indíviduo de senso comum saberá que a Lua é um elemento intrínseco ao nosso ecosistema e ao meio-ambiente. Qualquer cenário cataclismíco que altere ou modifique profundamente essa relação trar-nos-ìa consequências muito significativas enquanto seres-vivos.

Entre o dia 26 e 27 de Janeiro teremos a passagem do asteróide 2004-BL86. O asteróide foi descoberto pelo projecto LINEAR no dia 30 Janeiro de 2004. A passagem que o asteróide efectuará em 2015 não apresenta nenhum nível de perigosidade para o planeta Terra. Esta será mais uma oportunidade para os astrónomos amadores contemplarem, através dos seus telescópios, um fenómeno da nossa cosmologia.

E-ELT – European Extremely Large Telescope

A ESO anunciou em comunicado, no dia 4 de dezembro de 2014, a aprovação para a construção daquele que será o maior e mais avançado telescópio óptico do Mundo. A designação escolhida para o novo instrumento óptico espacial será E-ELT, a abreviatura para a expressão inglesa European Extremely Large Telescope.

Transliterado para português ficaria algo como o “Enorme(eee!) Telescópio Europeu”. No entanto, a designação inglesa será utilizada em qualquer língua em detrimento das expressões nativas de cada país.

O E-ELT ficará situado no deserto do Atacama, a norte do Chile e no hemisfério Sul. Com uma área de 978 metros quadrados, o novo telescópio será consideravelmente maior que os cinco maiores telescópios do mundo: o Giant Magellan Telescope (GMT) com 655m²; o Thirty Meter Telescope (TMT) com 368m², o Large Binocular Telescope (LBT) com 111m² e o Gran Telescopio Canarias (GTC) com 74m² de área.

(continua em breve)

Jolla – Uma porta de entrada para a Nokia

A Microsoft adquiriu em 2014 a divisão de dispositivos móveis da Nokia. A decisão da empresa norte-americana havia sido anunciada no ano de 2013 e já se adivinhava desde que Stephen Elop ditou o fim do sistema operativo Symbian e abandonou o desenvolvimento da plataforma MeeGoo (uma das bandeiras da equipa de desenvolvimento da Nokia).

A cisão da marca finlandesa com a plataforma MeeGoo (baseada no sistema operativo Linux) fez com que a Nokia abraçasse o sistema operativo Windows Phone da Microsoft. Embora inicialmente não aparentasse ser uma boa decisão, a aposta de Stephen Elop revelou ser a opção certa para colocar de novo a Nokia numa posição de relevo no concorrido mercado dos smartphones.

A identidade da marca junto dos consumidores não afastou-se, de modo algum, daquela que possuía antes de abraçar o projecto Windows Phone. Aliás, é expectável que esta mesma venha a reforçar a sua posição no mercado e beneficiar consideravelmente da “união” com a empresa norte-americana.

No entanto, desenganem-se aqueles que consideravam que a Microsoft “andaria à boleia” do nome da marca finlandesa. A Nokia enquanto marca de telemóveis viu a sua existência cessada pela empresa norte-americana e pura simplesmente verá a sua identidade desvanecer-se nos meandros da história dos dispositivos de telecomunicação.

A Nokia não deixou nem deixará de existir como empresa dado que apenas vendeu a sua divisão de telemóveis. A empresa continuará presente em segmentos específicos da área de telecomunicações e manterá a sua divisão de software responsável pela plataforma Here Maps, de entre outros projectos.

(Continua em breve…)

Filme – Rosewater (realizado por Jon Stewart)

Rosewater é o primeiro filme com a assinatura do famoso apresentador Jon Stewart. A realização e o argumento estão a cargo de Stewart.

O filme conta-nos a história de Maziar Bahari, um jornalista iraniano preso e torturado aquando da cobertura da campanha e votação presidencial iraniana. O jornalista esteve detido durante cinco meses na prisão iraniana de Evin por alegadamente conspirar contra o regime do Irão e por actos de espionagem a favor dos países Ocidentais.

Apresentando-se como um activista e defensor dos direitos humanos, a abordagem e o estilo desinibida do repórter, face aos protestos que se seguiram à vitória de Mahmoud Ahmadinejad nas eleições presidenciais de 2009, valeram-lhe a acusação grave de que conspiraria contra o regime do Irão.

O trailer do filme apresenta um traço diferente daquilo que o apresentador a todos nos habituou no famoso programa Daily Show. O estilo é diferente, o filme promete ser meticuloso e apresentar uma visão documental dos acontecimentos e incidentes do ano de 2009.

Trailer

Robin Williams (1951-2014)

Não, o Robin Williams não participa neste filme mas a 7ª Arte está repleta de mensagens sublimes. Julgo que todos os que nutriam simpatia pelo actor, aos quais ele fazia rir com um tremendo à vontade, sentem-se, de certa forma, responsáveis por não terem podido contrapor o sentimento actual de profunda tristeza que inundava o seu pensamento com a alegria de outrora do nobre actor.

A última mensagem que nos fica é a de que não devemos refugiar-nos sozinhos nos nossos maus momentos. É assim que selecciono esta passagem cinematográfica e toda a letra da canção do Bill Withers.

Eleições Europeias 2014 (Resultados)

O Parlamento Europeu publicou um website onde são divulgados na íntegra os resultados das eleições europeias de Maio de 2014. O endereço é http://www.resultados-eleicoes2014.eu/

No website poderá encontrar os resultados globais (por famílias políticas europeias) e os resultados nacionais de cada país pertencente à União Europeia. Também são disponibilizados os dados comparativos com as eleições anteriores, realizadas no ano de 2009, entre outros dados estatísticos.

 

China – História Imperial

A civilização chinesa conta já com mais de quatro mil anos de existência documentada. Os grandes rios que percorrem o território impulsionaram o desenvolvimento da agricultura nos primórdios das grandes civilizações e nessa altura o sedentarismo começou a ganhar expressão.

A China é considerada a civilização mais antiga do mundo em existência e desde a criação do seu império que é considerada uma nação próspera e culturalmente avançada, graças em parte aos seus recursos naturais.

A constituição do Império Chinês data do ano de 221a.C., quando o primeiro imperador Qin Shi Huangdi iniciou a primeira dinastia Qin e unificou os vários estados feudais que compunham o território chinês. No decurso de dois milénios, a China Imperial foi governada por apenas sete dinastias e a estabilidade e continuidade destas apenas foi abalada durante as fases de transição das dinastias[i].

É interessante saber que nem sempre o Império foi governado por dinastias de origem chinesa.Duas destas dinastias pertenceram a povos considerados de origem bárbara[ii] pela maioria Han. A dinastia Yuan era de origem Mongol e governou entre 1271 e 1368. A dinastia Qing era de origem Manchu e dirigiu o destino da China no período de 1644 a 1911, até ao final do império.

Os períodos de turbulência vividos durante as fases de transição tinham normalmente a sua origem na contestação do povo perante os privilégios da pequena elite que, no seu entender, corrompia o poder político e o seu prestígio. Esta é uma característica importante a reter do período imperial. Os governantes sempre reclamaram para si a honra e a virtude de governar a poderosa civilização chinesa, os chineses apelidavam-nas como o Mandato dos Céus.

Apesar da alusão a uma espécie de divina tarefa, a população teve sempre a capacidade suficiente para derrubar os seus governantes e o sentimento momentâneo de insatisfação disseminava-se pela sociedade chinesa com uma rapidez impressionante.

Em meados do séc. XIX, começa a desenrolar-se uma série de eventos importantes para a história moderna e o declínio do Império Chinês. Desde o século passado que o império procurava a todo o custo controlar as suas relações comerciais com o exterior aplicando medidas de restrição a estas mesmas.[iii]

A atractividade da economia chinesa e o seu potencial fez com que as nações ocidentais tentassem nesse período obter privilégios comerciais com o império. Contudo, a diplomacia ocidental nunca atingiu as suas intenções. Na década de quarenta do séc. XIX, o desentendimento diplomático entre a Grã-Bretanha e o Império Chinês dá origem a uma ofensiva militar britânica que desencadeia a famosa “Guerra do Ópio”[iv] (1939-42). O Império Britânico saiu vencedor e obrigou o império derrotado a assinar o Tratado de Naijing.

No tratado, a China era forçada a prestar uma série de concessões aos países ocidentais, incluindo a abertura das suas relações comerciais ao Ocidente e a cedência do entreposto comercial de Hong-Kong à Grã-Bretanha. A assinatura do tratado continua ainda hoje a ser considerada uma humilhação imposta ao povo chinês. Na Região Administrativa Especial de Hong-Kong, a população chinesa também guarda algum ressentimento em relação aos britânicos e a transição desta não foi pacífica aquando da sua devolução em 1997. Por curiosidade, note-se que em Macau o sentimento é precisamente o inverso do anterior e a passagem de Macau para as autoridades chinesas decorreu de forma absolutamente pacífica. Portugal continua ainda hoje a manter boas relações diplomáticas com a República Popular Chinesa.[v]

Regressemos à sua história. No início do séc. XX, a população chinesa começa a expressar o seu sentimento de revolta perante o desprestígio do imperialismo chinês, a corrupção entre os membros do aparelho burocrático e a sua submissão ao Ocidente. Analogamente ao que é referido mais acima, o comportamento da população começa a ameaçar a soberania imperial e culmina naquela que é conhecida como a “Revolta dos Boxeurs”. No entanto, a rebelião é literalmente esmagada com o auxílio militar dos países estrangeiros que exploram as concessões chinesas.

Nesta primeira década, a fome e a pobreza generalizadas assolam a população chinesa de maioria Han. A tensão social é o factor que precipita a criação dos movimentos populares nacionalistas de espírito reformista e revolucionário. Em 1910, há uma tentativa falhada de golpe de estado liderada por Sun Yat-sen que fica conhecida como a “Revolução de 29 de Março”. Curiosamente nesse ano a escravatura é oficialmente abolida.[vi] Um ano depois, um conjunto de rebeliões armadas toma o controlo de todas as províncias chinesas e, em 1912, a República Chinesa é proclamada por Sun Yat-sen. O regime republicano começa assim com o fim de mais de dois milénios de governação imperial.[vii]

 

[i] Michael Dillon, Contemporary China – An Introduction (New York: Routledge, 2009), 10

[ii] “Some of the most important dynasties in Chinese history were of non-Chinese (or, as far as many Chinese were concerned, ‘barbarian’) origin. The ruling elite of the Yuan dynasty was Mongolian and the aristocracy of the Qing dynasty was Manchu; both of these came from people who had their origins in nomad tribal confederations of the vast regions to the north of China. Their languages, cultures and traditions were quite unlike those of the Han Chinese although proximity, trade and confl ict had led to linguistic and cultural borrowing in both directions over the centuries.” in Michael Dillon, Contemporary China – An Introduction (New York: Routledge, 2009), 11

[iii] Nuno Valério e Ana Bela Nunes e Nuno Valério, História da Economia Mundial Contemporânea (Lisboa: Editorial Presença, 2004), 71

[iv] “The Opium War is called by this name because it was the determination of the Qing court to bring to an end the British sale of opium to China that led to hostilities: on both sides, however, it was widely accepted that the issues in contention were far greater than just the trade in a narcotic, however much this was resented by China. China’s territorial integrity and the question of who should exercise control over its foreign trade were at stake.” in Michael Dillon, Contemporary China – An Introduction (New York: Routledge, 2009), 11-12

[v] Agência Lusa, “Jaime Gama enaltece ‘boas relações (Maio 5, 2009)’”, Agência Lusa, http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=9633764

[vi] “The Imperial government formally abolished slavery in China in 1906, and the law became effective on Jan. 31, 1910, when all adult slaves were converted into hired labourers and the young were freed upon reaching age 25.” in Encyclopedia Britannica, “Slavery (sociology), Ways of ending slavery”, Britannica Online Encyclopedia, http://www.britannica.com/EBchecked/topic/548305/slavery/24160/Ways-of-ending-slavery.

[vii] Em relação à continuidade e estabilidade da República Popular da China, há um pequeno excerto da autoria dos historiadores Nuno Valério e Ana Bela Nunes que julgo ser útil a ter como referência. Citação: “O papel que a China virá a desempenhar na vida mundial no século XXI depende basicamente do modo como evoluirá a sua situação em relação a três dificuldades importantes que sente a curto prazo: o atraso, o risco de desagregação e a indefinição política. Se tais problemas forem superados, a China será indubitavelmente uma grande potência económica do século XXI. Caso contrário, a China deverá continuar a viver numa posição relativamente secundária.” in Nuno Valério e Ana Bela Nunes e Nuno Valério, História da Economia Mundial Contemporânea (Lisboa: Editorial Presença, 2004), 247

Jogos Olímpicos – A Projecção Chinesa

No Verão de 2008, o mundo focou a sua atenção num país tão distante como presente no seu dia-a-dia. A República Popular da China foi pela primeira vez na sua história moderna o país anfitrião dos Jogos Olímpicos.

O evento em si tornara-se um sério desafio para as autoridades chinesas pois representaria muito mais do que um evento desportivo à escala mundial. Seria a oportunidade única para a China moderna assumir-se definitiva e internacionalmente como potência mundial. A projecção do país com mil e trezentos milhões de habitantes e uma notável capacidade organizativa teria que correr na perfeição.

No entanto, a realização do evento foi ensombrada pela violenta resposta do exército chinês aos protestos independentistas ocorridos no Tibete em Março de 2008. A questão dos direitos humanos foi mais uma vez um problema e este episódio relembrou o massacre da Praça de Tiananmen em Junho de 1989.

Nesse dia, o mundo assistiu atento às imagens da violentíssima repressão chinesa perante um protesto estudantil pacífico. A Amnistia Internacional estima que centenas de civis tenham sido executadas pelo exército. Na sua maioria estudantes que contestavam o regime comunista e exigiam uma reforma democrática no país.

A imagem de um tanque militar diante de um civil chinês é a mais marcante representação desta manifestação. Teve o simbolismo de um regime gigante e poderoso que estaria disposto a esmagar a mais tímida demonstração de descontentamento. A reprovação da comunidade internacional aos acontecimentos de 2008 propagou-se por todo o mundo e a tocha olímpica, símbolo de paz e união entre povos, foi apagada pela primeira vez na história moderna dos jogos durante o seu percurso.

A cerimónia de inauguração do estádio olímpico, conhecido como “O Ninho do Pássaro”[i], satisfez o Comité Olímpico e a coreografia perfeita de milhares de figurantes[ii] deslumbrou mais de um milhar de milhões de pessoas que assistiam em directo ao evento. No momento da cerimónia estiveram presentes mais de oitenta líderes mundiais e altos dignitários que talvez, com a sua presença, quisessem comprovar “o milagre chinês”.

Todavia, nos dias seguintes ao espectáculo olímpico a demonstração perdera alguma importância e tornara-se um embaraço para o regime comunista. A imprensa estrangeira descobrira que o momento da actuação ao vivo e a solo de uma jovem chinesa não tinha passado de uma simples imitação de uma outra jovem. A verdadeira protagonista tinha sido substituída por razões estéticas e por não transmitir na perfeição a imagem da China moderna. A opinião pública internacional e os líderes certamente não terão ficado indiferentes a esta tentativa de ludibriar o evento.

Nos dezasseis dias da competição, o desporto olímpico testemunharia vários momentos de emoção que apagariam um pouco o fantasma dos níveis de poluição verificados em Pequim. O nadador olímpico Michael Phelps conseguiu atingir pelos Estados Unidos a mítica marca das oito medalhas de ouro, numa só edição, e Usain Bolt da Jamaica deslumbrou o mundo quando bateu o recorde mundial de atletismo dos cem metros livres.

A China também conseguira um feito histórico, acumulara o maior número de medalhas de ouro dos jogos e ultrapassara assim os seus maiores rivais, os norte-americanos. A disputa de medalhas recordara os jogos realizados durante o período da Guerra Fria onde a União Soviética e os E.U.A. defrontavam-se no único campo de batalha onde o confronto directo era possível.

Todavia, neste ano a demonstração não carregaria o peso ideológico ou político de duas nações diferentes. Em 2008, mais do que tudo, os números estavam em jogo e a sua importância era maior quando, as nações de hoje, debatem-se para afirmar-se economicamente num mundo cada vez mais globalizado e competitivo. As duas potências mundiais não confrontaram desta vez ideais políticos mas sim números e números a China tem muito para dar. Comecemos pela sua história.

[i] Website oficial do estádio olímpico de Pequim: http://en.beijing2008.cn/venues/nst/

[ii] Sugestão de lazer: algumas das imagens da cerimónia encontra-se disponíveis no website dos Jogos Olímpicos de 2008 em http://en.beijing2008.cn/ceremonies