Robin Williams (1951-2014)

Não, o Robin Williams não participa neste filme mas a 7ª Arte está repleta de mensagens sublimes. Julgo que todos os que nutriam simpatia pelo actor, aos quais ele fazia rir com um tremendo à vontade, sentem-se, de certa forma, responsáveis por não terem podido contrapor o sentimento actual de profunda tristeza que inundava o seu pensamento com a alegria de outrora do nobre actor.

A última mensagem que nos fica é a de que não devemos refugiar-nos sozinhos nos nossos maus momentos. É assim que selecciono esta passagem cinematográfica e toda a letra da canção do Bill Withers.

Invictus by William Ernest Henley

“Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.”

William Ernest Henley

“Eu Conheço Um Lugar em África”, Wayne Visser

I know a place in Africa
Where I can feel the sun on my back
And the sand between my barefoot toes
Where I can hear the gulls on the breeze
And the waves crash on the endless shore.

I know a place in Africa
Where the mountains touch the skies of blue
And the valleys shelter vines of green
Where the trees spread out a cloth of mauve
And the bushveld wears a coat of beige.

I know a place in Africa
Where I can hear the voice of thunder gods
And watch their lightening spears thrown to earth
Where I can breathe the scent of rain clouds
And taste the sweet dew of dusty drops.

This is the place of wildness
Of evolution and dinosaurs
Where life began and mankind first stood
Of living fossils and elephants
Where lions roar and springbok herds leap.

This is the place of struggle
Of desert plains and thorn trees
Where pathways end and hunters track game
Of horizons and frontiers
Where journeys start and sunsets bleed red.

This is the place of freedom
Of exploration and pioneers
Where darkness loomed and light saw us through
Of living legends and miracles
Where daybreak came and hope now shines bright.

My heart is at home in Africa
Where the sound of drums beat in my chest
And the songs of time ring in my ears
Where the rainbow mist glows in my eyes
And the smiles of friends make me welcome.

My mind is at ease in Africa
Where the people still live close to the soil
And the seasons mark my changing moods
Where the markets hustle with trading
And creation keeps its own slow time.

My soul is at peace in Africa
For her streams bring lifeblood to my veins
And her winds bring healing to my dreams
For when the tale of this land is told
Her destiny and mine are as one.

Um poema de Wayne Wisser

O Monstro e O Baile de Palavras

Pintura de SuchitraComo já devem ter percebido, não tenho tido tanto tempo como desejaria para escrever no meu blogue e a quem o segue até pode parecer que tenho negligenciado um pouco o Flecha Quebrada.

Bem, posso garantir que não é totalmente verdade porque pela minha cabeça têm passado inúmeros assuntos sobre os quais falar, e escrever sobre eles não seria um problema para mim pois a vontade é muita.

O meu problema é a quase ausência de “disponibilidade mental” ao final do dia, o que não ajuda nada. Enfim, espero que venha a gerir melhor o tempo daqui a umas poucas semanas….

Assim, no tradicional post “solitário” do mês, deixo aqui duas sugestões de leitura à qual eu recomendo alguma assiduidade.

A primeira é a d`O Baile de Palavras da minha amiga Teresa. Aconselho vivamente uma visita ao seu novo blogue porque acho que a opinião pessoal da Teresa desenvolve-se com uma riqueza e perspectiva da realidade encantadoras.

A segunda é a de um verdadeiro Monstro de Duas Cabeças (risos com o nome) da autoria do Paulo e do Gonçalo. Neste blogue vão descobrir e desfrutar de um olhar acutilante e humorístico sobre o mundo da Economia.

Visitem os novos blogues, garanto que vale a pena :)

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pintura de Suchitra Krishnamoorthi

Mais um Código Da Vinci…

A Última Ceia
A Última Ceia

Há momentos atrás, li a notícia de que um músico italiano afirma ter descoberto uma partitura no famoso quadro “A Última Ceia de Cristo”.

Segundo o autor da descoberta, Giovanni Maria Pala, a composição musical encontra-se codificada no célebre quadro, sendo a sua leitura efectuada da direita para a esquerda. Uma particularidade característica de Leonardo da Vinci como afirmam diversos historiadores.

No seu livro “La Musica Celata” (A Música Escondida ou Oculta – tradução livre), o músico descreve a composição musical como sendo suficientemente melódica para a apelidar de um Hino a Deus

Bem… assim no imediato, apenas reconheço um estilo análogo… o do escritor Dan Brown que na sua obra descreve detalhadamente o deslindar dum enigma que revela “o maior segredo da história da Humanidade”.

A descrição do escritor é muito interessante e a do músico também o parece ser, segundo a minha leitura no artigo da CNN. No entanto, a lógica desta descoberta não prova necessariamente a sua veracidade. A verdade é que ultimamente tem havido sempre uma obra dentro de uma obra-prima.