Robin Williams (1951-2014)

Não, o Robin Williams não participa neste filme mas a 7ª Arte está repleta de mensagens sublimes. Julgo que todos os que nutriam simpatia pelo actor, aos quais ele fazia rir com um tremendo à vontade, sentem-se, de certa forma, responsáveis por não terem podido contrapor o sentimento actual de profunda tristeza que inundava o seu pensamento com a alegria de outrora do nobre actor.

A última mensagem que nos fica é a de que não devemos refugiar-nos sozinhos nos nossos maus momentos. É assim que selecciono esta passagem cinematográfica e toda a letra da canção do Bill Withers.

China – História Imperial

A civilização chinesa conta já com mais de quatro mil anos de existência documentada. Os grandes rios que percorrem o território impulsionaram o desenvolvimento da agricultura nos primórdios das grandes civilizações e nessa altura o sedentarismo começou a ganhar expressão.

A China é considerada a civilização mais antiga do mundo em existência e desde a criação do seu império que é considerada uma nação próspera e culturalmente avançada, graças em parte aos seus recursos naturais.

A constituição do Império Chinês data do ano de 221a.C., quando o primeiro imperador Qin Shi Huangdi iniciou a primeira dinastia Qin e unificou os vários estados feudais que compunham o território chinês. No decurso de dois milénios, a China Imperial foi governada por apenas sete dinastias e a estabilidade e continuidade destas apenas foi abalada durante as fases de transição das dinastias[i].

É interessante saber que nem sempre o Império foi governado por dinastias de origem chinesa.Duas destas dinastias pertenceram a povos considerados de origem bárbara[ii] pela maioria Han. A dinastia Yuan era de origem Mongol e governou entre 1271 e 1368. A dinastia Qing era de origem Manchu e dirigiu o destino da China no período de 1644 a 1911, até ao final do império.

Os períodos de turbulência vividos durante as fases de transição tinham normalmente a sua origem na contestação do povo perante os privilégios da pequena elite que, no seu entender, corrompia o poder político e o seu prestígio. Esta é uma característica importante a reter do período imperial. Os governantes sempre reclamaram para si a honra e a virtude de governar a poderosa civilização chinesa, os chineses apelidavam-nas como o Mandato dos Céus.

Apesar da alusão a uma espécie de divina tarefa, a população teve sempre a capacidade suficiente para derrubar os seus governantes e o sentimento momentâneo de insatisfação disseminava-se pela sociedade chinesa com uma rapidez impressionante.

Em meados do séc. XIX, começa a desenrolar-se uma série de eventos importantes para a história moderna e o declínio do Império Chinês. Desde o século passado que o império procurava a todo o custo controlar as suas relações comerciais com o exterior aplicando medidas de restrição a estas mesmas.[iii]

A atractividade da economia chinesa e o seu potencial fez com que as nações ocidentais tentassem nesse período obter privilégios comerciais com o império. Contudo, a diplomacia ocidental nunca atingiu as suas intenções. Na década de quarenta do séc. XIX, o desentendimento diplomático entre a Grã-Bretanha e o Império Chinês dá origem a uma ofensiva militar britânica que desencadeia a famosa “Guerra do Ópio”[iv] (1939-42). O Império Britânico saiu vencedor e obrigou o império derrotado a assinar o Tratado de Naijing.

No tratado, a China era forçada a prestar uma série de concessões aos países ocidentais, incluindo a abertura das suas relações comerciais ao Ocidente e a cedência do entreposto comercial de Hong-Kong à Grã-Bretanha. A assinatura do tratado continua ainda hoje a ser considerada uma humilhação imposta ao povo chinês. Na Região Administrativa Especial de Hong-Kong, a população chinesa também guarda algum ressentimento em relação aos britânicos e a transição desta não foi pacífica aquando da sua devolução em 1997. Por curiosidade, note-se que em Macau o sentimento é precisamente o inverso do anterior e a passagem de Macau para as autoridades chinesas decorreu de forma absolutamente pacífica. Portugal continua ainda hoje a manter boas relações diplomáticas com a República Popular Chinesa.[v]

Regressemos à sua história. No início do séc. XX, a população chinesa começa a expressar o seu sentimento de revolta perante o desprestígio do imperialismo chinês, a corrupção entre os membros do aparelho burocrático e a sua submissão ao Ocidente. Analogamente ao que é referido mais acima, o comportamento da população começa a ameaçar a soberania imperial e culmina naquela que é conhecida como a “Revolta dos Boxeurs”. No entanto, a rebelião é literalmente esmagada com o auxílio militar dos países estrangeiros que exploram as concessões chinesas.

Nesta primeira década, a fome e a pobreza generalizadas assolam a população chinesa de maioria Han. A tensão social é o factor que precipita a criação dos movimentos populares nacionalistas de espírito reformista e revolucionário. Em 1910, há uma tentativa falhada de golpe de estado liderada por Sun Yat-sen que fica conhecida como a “Revolução de 29 de Março”. Curiosamente nesse ano a escravatura é oficialmente abolida.[vi] Um ano depois, um conjunto de rebeliões armadas toma o controlo de todas as províncias chinesas e, em 1912, a República Chinesa é proclamada por Sun Yat-sen. O regime republicano começa assim com o fim de mais de dois milénios de governação imperial.[vii]

 

[i] Michael Dillon, Contemporary China – An Introduction (New York: Routledge, 2009), 10

[ii] “Some of the most important dynasties in Chinese history were of non-Chinese (or, as far as many Chinese were concerned, ‘barbarian’) origin. The ruling elite of the Yuan dynasty was Mongolian and the aristocracy of the Qing dynasty was Manchu; both of these came from people who had their origins in nomad tribal confederations of the vast regions to the north of China. Their languages, cultures and traditions were quite unlike those of the Han Chinese although proximity, trade and confl ict had led to linguistic and cultural borrowing in both directions over the centuries.” in Michael Dillon, Contemporary China – An Introduction (New York: Routledge, 2009), 11

[iii] Nuno Valério e Ana Bela Nunes e Nuno Valério, História da Economia Mundial Contemporânea (Lisboa: Editorial Presença, 2004), 71

[iv] “The Opium War is called by this name because it was the determination of the Qing court to bring to an end the British sale of opium to China that led to hostilities: on both sides, however, it was widely accepted that the issues in contention were far greater than just the trade in a narcotic, however much this was resented by China. China’s territorial integrity and the question of who should exercise control over its foreign trade were at stake.” in Michael Dillon, Contemporary China – An Introduction (New York: Routledge, 2009), 11-12

[v] Agência Lusa, “Jaime Gama enaltece ‘boas relações (Maio 5, 2009)’”, Agência Lusa, http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=9633764

[vi] “The Imperial government formally abolished slavery in China in 1906, and the law became effective on Jan. 31, 1910, when all adult slaves were converted into hired labourers and the young were freed upon reaching age 25.” in Encyclopedia Britannica, “Slavery (sociology), Ways of ending slavery”, Britannica Online Encyclopedia, http://www.britannica.com/EBchecked/topic/548305/slavery/24160/Ways-of-ending-slavery.

[vii] Em relação à continuidade e estabilidade da República Popular da China, há um pequeno excerto da autoria dos historiadores Nuno Valério e Ana Bela Nunes que julgo ser útil a ter como referência. Citação: “O papel que a China virá a desempenhar na vida mundial no século XXI depende basicamente do modo como evoluirá a sua situação em relação a três dificuldades importantes que sente a curto prazo: o atraso, o risco de desagregação e a indefinição política. Se tais problemas forem superados, a China será indubitavelmente uma grande potência económica do século XXI. Caso contrário, a China deverá continuar a viver numa posição relativamente secundária.” in Nuno Valério e Ana Bela Nunes e Nuno Valério, História da Economia Mundial Contemporânea (Lisboa: Editorial Presença, 2004), 247

Jogos Olímpicos – A Projecção Chinesa

No Verão de 2008, o mundo focou a sua atenção num país tão distante como presente no seu dia-a-dia. A República Popular da China foi pela primeira vez na sua história moderna o país anfitrião dos Jogos Olímpicos.

O evento em si tornara-se um sério desafio para as autoridades chinesas pois representaria muito mais do que um evento desportivo à escala mundial. Seria a oportunidade única para a China moderna assumir-se definitiva e internacionalmente como potência mundial. A projecção do país com mil e trezentos milhões de habitantes e uma notável capacidade organizativa teria que correr na perfeição.

No entanto, a realização do evento foi ensombrada pela violenta resposta do exército chinês aos protestos independentistas ocorridos no Tibete em Março de 2008. A questão dos direitos humanos foi mais uma vez um problema e este episódio relembrou o massacre da Praça de Tiananmen em Junho de 1989.

Nesse dia, o mundo assistiu atento às imagens da violentíssima repressão chinesa perante um protesto estudantil pacífico. A Amnistia Internacional estima que centenas de civis tenham sido executadas pelo exército. Na sua maioria estudantes que contestavam o regime comunista e exigiam uma reforma democrática no país.

A imagem de um tanque militar diante de um civil chinês é a mais marcante representação desta manifestação. Teve o simbolismo de um regime gigante e poderoso que estaria disposto a esmagar a mais tímida demonstração de descontentamento. A reprovação da comunidade internacional aos acontecimentos de 2008 propagou-se por todo o mundo e a tocha olímpica, símbolo de paz e união entre povos, foi apagada pela primeira vez na história moderna dos jogos durante o seu percurso.

A cerimónia de inauguração do estádio olímpico, conhecido como “O Ninho do Pássaro”[i], satisfez o Comité Olímpico e a coreografia perfeita de milhares de figurantes[ii] deslumbrou mais de um milhar de milhões de pessoas que assistiam em directo ao evento. No momento da cerimónia estiveram presentes mais de oitenta líderes mundiais e altos dignitários que talvez, com a sua presença, quisessem comprovar “o milagre chinês”.

Todavia, nos dias seguintes ao espectáculo olímpico a demonstração perdera alguma importância e tornara-se um embaraço para o regime comunista. A imprensa estrangeira descobrira que o momento da actuação ao vivo e a solo de uma jovem chinesa não tinha passado de uma simples imitação de uma outra jovem. A verdadeira protagonista tinha sido substituída por razões estéticas e por não transmitir na perfeição a imagem da China moderna. A opinião pública internacional e os líderes certamente não terão ficado indiferentes a esta tentativa de ludibriar o evento.

Nos dezasseis dias da competição, o desporto olímpico testemunharia vários momentos de emoção que apagariam um pouco o fantasma dos níveis de poluição verificados em Pequim. O nadador olímpico Michael Phelps conseguiu atingir pelos Estados Unidos a mítica marca das oito medalhas de ouro, numa só edição, e Usain Bolt da Jamaica deslumbrou o mundo quando bateu o recorde mundial de atletismo dos cem metros livres.

A China também conseguira um feito histórico, acumulara o maior número de medalhas de ouro dos jogos e ultrapassara assim os seus maiores rivais, os norte-americanos. A disputa de medalhas recordara os jogos realizados durante o período da Guerra Fria onde a União Soviética e os E.U.A. defrontavam-se no único campo de batalha onde o confronto directo era possível.

Todavia, neste ano a demonstração não carregaria o peso ideológico ou político de duas nações diferentes. Em 2008, mais do que tudo, os números estavam em jogo e a sua importância era maior quando, as nações de hoje, debatem-se para afirmar-se economicamente num mundo cada vez mais globalizado e competitivo. As duas potências mundiais não confrontaram desta vez ideais políticos mas sim números e números a China tem muito para dar. Comecemos pela sua história.

[i] Website oficial do estádio olímpico de Pequim: http://en.beijing2008.cn/venues/nst/

[ii] Sugestão de lazer: algumas das imagens da cerimónia encontra-se disponíveis no website dos Jogos Olímpicos de 2008 em http://en.beijing2008.cn/ceremonies

Consultar o Orçamento de Estado para o Ano de 2011

Neste último ano troquei de “jornal diário na Internet”. Passei do Jornal Público para a TSF porque o primeiro tem sido inundado por comentários que distraem-nos completamente da leitura dos nossos artigos (desnecessariamente). Para além disso, parece haver uma tendência para debitar notícias ao segundo em vez de existir uma preocupação em escrever um bom artigo. Parece-me a mim que estes factos só estão a prejudicar a edição online quando comparado com a edição escrita mas enfim cada um escolhe o que lê.

Tudo isto a propósito do Orçamento de Estado que foi disponibilizado em formato PDF no site da TSF. O link para efectuar o download do ficheiro é este: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1687420

A minha quase aposta no Twitter de que o Orçamento de Estado ia ser entregue num formato alternativo não se confirmou.

“Notícia de última hora! O OE vai ser entregue este ano num dispositivo “Etch A Sketch” http://bit.ly/4jKlXv

Ou seja, twitt não confirmado e debitado ao segundo por mim. lol ;)

Adenda:

– Este artigo foi escrito a título informativo e apenas para facilitar o acesso ao documento por parte dos internautas, nada mais.

– Os documentos com o relatório completo do orçamento e os seus respectivos mapas estão finalmente disponíveis na Internet e na página do Governo.

http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MF/ProgramaseDossiers/Pages/20101015_MFAP_Doss_OE2011.aspx

Mil Imagens: Destino de Férias – L’Île-des-Pins na Nova Caledónia

A grande maioria dos artigos do meu blogue têm verificado um “pequeno decréscimo” na sua extensão. A razão é muito simples, é difícil conciliar o tempo que tenho com o tempo que gostaria de ter para escrever neste meu cantinho na Web. No entanto, posso partilhar aqui o meu desejo de parar os pequenos ponteiros do grande relógio e poder desfrutar cada segundo de um apetecido toque de mágico. E se pudesse escolher o destino para aproveitar essa pausa? Well.. este lugar parece-me bem.

Encontrei a foto na Wikipedia, é a de uma ilha chamada L’Île-des-Pins que se encontra na Nova Caledónia e é banhada pelo Oceano Pacífico. Ah… bem me apetecia uma visita a esta ilha e a vocês?

Mil Imagens, Muro de Berlim – 20 Anos Depois

Muro de Berlim em Bruxelas

Fotografia de Luke Bales tirada em Bruxelas a 17 de Agosto de 2005.

Na imagem vemos um pedaço do antigo Muro de Berlim que foi colocado diante do Parlamento Europeu. Uma imagem com um tremendo simbolismo pois a União Europeia e a Alemanha ainda enfrentam o desafio de aproximar e desenvolver social e economicamente os antigos estados federais da ex-RDA aos da sua “congénere alemã”.

Assim, 20 anos depois e com o muro de Berlim já derrubado, o país não esconde a barreira invisível que divide as “duas antigas Alemanhas”.

Um Fenómeno Chamado Twitter

Logotipo do TwitterBarack Borat ou Homer Simpson? Votaria nestas personagens? Eu sem dúvida que sim, nas duas ao mesmo tempo! :)

Ando há poucos meses nas andanças do Twitter e, para além de ter descoberto o seu potencial, descobri utilizadores com uma queda especial para a escrita. Alguns no campo do humor, outros no das ideias bestiais e curtas.

É engraçado ao que um limite de 140 caracteres nos obriga. Há que pensar em encurtar a mensagem e dar o máximo de significado a cada palavra escrita.

Eu estou a gostar particularmente do desafio e do conceito desta ideia tão inovadora e com tanto sucesso. É simplesmente genial. No entanto, custa-me ainda compreender aquelas mensagens de personagens que escrevem coisas do género: “- Agora, vou tomar banho; – Agora, estou a comer; – Estou a comprar fruta; etc…”. Também, não entendo o pessoal que passa a vida a utilizá-lo como chat e depois queixa-se dos momentos em que o site está sobrecarregado com tráfego de dados. Porque não usar um software de Internet Messaging como o Messenger? Por exemplo.

O papel que o software do “passarinho azul” teve nas eleições iranianas de 2009 é, também, um fenómeno interessantíssimo para se analisar. A ferramenta deu poder, talvez pela primeira vez na história, a um número elevadíssimo de pessoas que quase em directo puderam denunciar a repressão de um regime totalitário. Contudo, neste momento particular, considero que o Youtube foi mais importante porque do seu lado teve o poder da imagem. Mas claro, nem todos nós temos uma câmara de vídeo sempre à mão e, como diz o velho ditado, a caneta é a mais forte quando a usamos como uma arma (neste caso, uma “caneta digital”).

Bem, no início, o que eu queria mesmo neste artigo era falar sobre os meus dois personagens favoritos na esfera do “pássaro azul”. Mas, como não tenho um limite “x” de palavras, acabei por “esticar-me” além das 140 letrinhas. O conceito do Twitter resolveria este pequeno problema! ;)

Quem quiser pode seguir-me em http://www.twitter.com/flechaquebrada

Cumprimentos! :)

Videoconferência no Novo iPhone 4G

iPhone de 4ª Geração

Será que é desta que o telemóvel das “mil maravilhas” vai ter videoconferência? Uma características que os outros já possuem há alguns anos.

Bem, os boatos parecem apontar para que essa “pequena evolução” venha realmente a acontecer – reparem na imagem, no canto superior-esquerdo.

Contudo, parece-me uma transição inevitável para um gadget que custa várias centenas de euros e propagandeie a rede de terceira geração (3G), quase como que se a tivesse criado. Alguns utilizadores da Apple também têm passado essa mensagem.

O atraso deste “telemóvel”, em relação à videoconferência, é muito semelhante à incapacidade de recepção e envio de mensagens MMS (salvo alguns truques), uma situação relativamente recente. Fica assim então, a curiosidade e expectativa em relação ao iPhone de 4ª geração. Vamos ver…

Uma Prenda Especial para o Dia das Bruxas

Halloween - Loja
Prendinhas

Uma cadeia francesa de produtos de novas tecnologias lançou, há poucas horas, uma promoção especial do Dia das Bruxas que captou o meu particular interesse.  Em regra, aos olhos dos comuns dos mortais, as promoções da loja costumam valer a pena. No entanto, desta vez o preço não é o factor de interesse. Observem o meu “screenshot”…

Quem é que raio vai comprar uma moto-serra no Halloween?! O Freddy Krueger?

Esta é de morte! A piada, claro… e o marketing. :)