Inteligência Artificial versus Inteligência Artificial

É verdade que neste ano já assistimos, pela primeira vez, a humanos a renderem-se e a serem eliminados por robots não-humanóides (assistidos por IA) em cenário de guerra na Europa. No entanto, há uma guerra invisível bem maior onde a IA boa está já a combater a IA maliciosa.

A guerra invisível acontece neste momento no ciberespaço e no mundo da correcção de falhas de segurança de software/hardware e encriptação de dados. Os serviços de Informação de vários países prevêem que no espaço de meses os sistemas críticos possam vir a ser seriamente afectados por modelos de IA “demasiado” avançados, caso a resposta a estes não esteja à altura.

O auxílio virá também de modelos de IA extremamente avançados – como por exemplo o “Anthropic Claude Mythos” – que poderão minimizar ou neutralizar os efeitos negativos da IA com fins maliciosos.

Os serviços de segurança estavam preocupados com a obsolescência dos sistemas de encriptação actuais face à tecnologia de computação quântica, mas as preocupações imediatas centram-se agora nos modelos de IA complexos com capacidade de penetração em redes, telecomunicações e software, de entre outros.

Não iremos no imediato experienciar o perigo geral de robots, humanóides ou não, com poder de decisão autónoma sobre a vida de civis e de outros activos (como se verificam recorrentemente no cinema). No entanto, experienciaremos certamente o ataque constante e recorrente a infraestruturas tecnológicas críticas que afectam o dia-a-dia das vidas civis e respectivas infra-estruturas, bem como activos de cariz civil e militar.

É a guerra híbrida 2.0 – em que a Inteligência Artificial é utilizada como vector de ataque – que vai dominar os próximos anos e que correntemente já está a ser utilizada. Os perigos da IA maliciosa serão balanceados com o pode da IA boa, um pouco como os hackers Black-hat e White-hat influenciam e influenciaram a guerra no ciberespaço e no sector tecnológico civil e militar.

A Inteligência Artificial requer regulação, mas tal não será suficiente para pararmos o Tsunami que vem aí em termos de computação utilizada para fins militares e geoestratégicos que obedecerá a orientações com as quais estaremos alinhados e com as quais não estaremos alinhados.

 

Nvidia N1X

O Nvidia N1X é um novo sistema integrado contido num chip (“system-on-a-chip”, SoC) desenvolvido em parceria com a Mediatek para a Nvidia e que contém um processador ARM, GPU e memória RAM unificada até 128GB. Tudo isto com suporte para o Windows 11 na versão “Windows on ARM”.

O processador ARM com instruções “Armv9.2” neste sistema vai apresentar duas configurações: uma de alto desempenho com 20 núcleos (10 de performance “Cortex-X925”, 10 de eficiência “Cortex-A725”) e a designação de “N1X 675”; e, outra, de desempenho intermédio com dezoito núcleos (9 de performance, 9 de eficiência) e a designação de “N1X 650”.

As diferenças entre as duas versões estendem-se também à parte gráfica que inclui uma placa de processamento gráfico (iGPU) com arquitectura Blackwell equivalente às placas-gráficas da NVIDIA na versão Geforce RTX 5070, mas que contará com 6144 núcleos CUDA na versão mais poderosa e 5120 núcleos CUDA na versão intermédia. Os “núcleos CUDA” são conhecidos em Inglês como “CUDA cores”.

Outra diferença, é no limite da capacidade de memória unificada (que é dividida entre o processador e a GPU integrada): a versão mais dispendiosa tem uma configuração de memória até 128GB de RAM LPDDR5X e a mais “acessível” uma configuração de até 64GB de RAM (também no formato LPDDR5X).

O SoC Nvidia N1X é apontado como o equivalente à plataforma “GB10 Grace Blackwell” que é implementada nas estações de trabalho Nvidia’s DGX Spark AI. Claro que este SoC está segmentado para o mercado de consumo e por isso tem menos capacidades que as DGX Spark AI.

O Nvidia N1X, em termos de armazenamento, possui a capacidade para gerir em simultâneo 3 SSD’s no formato NVMe, sendo que os SSD deverão ter uma capacidade de velocidade PCIe no formato 5.0.

O N1X é assim, um concorrente de peso às estações de trabalho que fazem uso intensivo das funcionalidades gráficas integradas no SoC, nomeadamente os Apple Silicon e AMD Ryzen Halo. O preço previsto está compreendido entre os 3000 a 4500 euros nas versões N1X.

Prevê-se também que, aquando do anúncio deste chip na Computex, seja anunciado o SoC “Nvidia N1” focado no mercado dos computadores portáteis e com um preço de entrada mais acessível ao público em geral.

A Intel, a AMD e a Apple, vêem assim a entrada em força de um concorrente de peso no mercado dos microprocessadores de consumo, produtividade e AI local. A Nvidia, com as suas placas-gráficas, deu provas de que consegue estabelecer-se no mercado empresarial e doméstico com maturidade suficiente para ganhar uma quota de mercado substancial.

Para além disso, junto dos consumidores tem uma óptima reputação que aponta para a compatibilidade e fiabilidade dos produtos da Nvidia em ferramentas de produtividade e criatividade, como a Adobe Suite ou o Microsoft 365.

Em suma, a Computex 2026 vai trazer novidades cruciais no médio-prazo para o segmento da AI e do mercado de consumo doméstico e empresarial. Será o derradeiro momento das grandes marcas estabelecerem as regras do jogo na área da tecnologia informática.

Apple Mac Mini M5

Estamos em 16 de Maio de 2026 e é aguardada com muita expectativa o lançamento dos novos processadores da Apple – M5, M5 Pro e M5 Max – na linha desktop Mac, designadamente o Mac Mini, o iMac e o Mac Studio.

O design dos três formatos desktop activos não sofrerá grandes alterações, dadas as características térmicas dos novos processadores de arquitectura ARM (Apple Silicon) que não introduz alterações excepcionais no sistema de arrefecimento dos novos equipamentos.

As limitações prendem-se com o fenómeno de aumento exponencial do preço das memórias RAM e do armazenamento SSD que ditará alguns compromissos na disponibilização de modelos com elevada RAM e espaço de armazenamento. Isto estará reflectido nas novas margens de lucro da Apple para o mercado de consumo.

O Mac Mini é um caso particular, pois tem uma elevada procura para modelos “menos complexos” de Inteligência Artificial, como por exemplo a ferramenta Claude. O Mac Studio é também uma excelente escolha para modelos de IA mais avançados, dado que utilizará mais memória com os processadores M5 Max e um eventual “M4 Ultra” (?).

No entanto, há quem aponte que o fenómeno do Macbook Neo pode ser replicado no modelo Mac Mini para baixar ou manter o preço de entrada nos 729 EUR. Recorde-se que a gama Neo utiliza menos memória (8GB RAM) e um processador de um smartphone para correr o sistema operativo MacOS.

A minha expectativa é que não haja um aumento significativo do preço do Mac Mini (que seja de aproximadamente de 100 euros) e que o armazenamento por defeito comece nos 512GB de espaço. Esta será a versão próxima da fasquia dos 1000 euros (por excesso desta vez).

Que esta versão de entrada do Mac Mini – na fasquia dos 1000 euros – não seja uma versão “Neo-nizada” com 8GB de RAM e que inclua um botão de On/off num local mais acessível.

Quanto ao Mac Studio e aos iMac, no primeiro veremos um incremento das características essenciais (RAM e Armazenamento) e nos segundos veremos uma nova gama alargada de cores, certamente.

Aliás, o iMac pode ter, sim, uma versão Neo destinada ao mercado de entrada (com um preço inferior ao dos iMac com M5). No Studio, não sei se iremos assistir às versões com 512GB de RAM, mas ele torna-se em definitivo o equipamento mais poderoso de toda a gama Mac (Rest In Peace Mac Pro) com expansibilidade através das ligações externas Thunderbolt.

Tudo estará certamente esclarecido na WWDC 2026 e a data de lançamento será anunciada para este trimestre (2.º Trimestre) ou um dos dois posteriores (3.º Trimestre ou 4.º Trimestre).

Googlebook

A Google anunciou hoje uma nova gama de computadores portáteis com a designação de Googlebook.  Os novos portáteis serão concebidos com especial enfoque na inteligência artificial, nomeadamente a integração com a Gemini Intelligence da Google.

Estes portáteis serão os naturais substitutos dos Chromebook, apresentados pela primeira vez há mais de 15 anos atrás e que corriam o sistema operativo ChromeOS.

Os novos dispositivos resultarão de uma parceria estratégica com os principais fabricantes de PC, nomeadamente a Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. O sistema operativo será o resultado da integração entre o universo Android (com as aplicações da Google Play Store) e o universo do ChromeOS.

Por curiosidade, os Googlebook terão uma barrinha luminosa que indicará o estado de utilização da Inteligência Artificial no dispositivo. Os materiais utilizados nos novos portáteis terão acabamentos que a Google refere como “premium” e de alta qualidade.

Poderá saber tudo em: https://blog.google/products-and-platforms/platforms/android/meet-googlebook/

 

Intel Z-Angle Memory (ZAM)

Na Computex 2026 a Intel irá apresentar a mais recente tecnologia de RAM para os seus novos servidores e processadores. A Intel Z-Angle Memory (ZAM) é a próxima geração de memória que utiliza uma arquitectura de empilhamento vertical mais densa com interconexões na diagonal (ao longo da memória).

O desenvolvimento da nova tecnologia RAM resulta de uma estreita colaboração com a SAIMEMORY do grupo Softbank e propõe-se a competir directamente com a memória RAM de tecnologia HBM4.

A largura de banda da ZAM é da ordem de 5.3 TB por segundo, mais do dobro do máximo do alcançado por a tecnologia HBM4. Para além disso, a capacidade por módulo é cerca de 2 a 3 vezes mais do que a equivalente no formato HBM.

O notável é que o custo de produção por módulo é cerca de 60% mais barato que os módulos HBM e alcança uma eficiência energética superior a 50% na redução do consumo eléctrico.

No entanto, não é expectável que encontremos estes módulos no mercado de consumo, pois estão projectados para servir os mercados de centros de dados (datacenter), centros de Inteligência Artificial e supercomputadores.

A tecnologia pode vir a ter um impacto indirecto no mercado de consumo, com a redução do custo face à HBM4. O mercado do segmento de RAM dos servidores ficará menos atractivo do que o que está na presente data.

Desafios do Século XXI

Os três desafios do século XXI são a defesa do Meio-Ambiente, a defesa da integridade territorial dos países e o “domínio” da Tecnologia na aplicação em cenários reais (Inteligência Artificial (IA) na Saúde, na Defesa, na Astronomia, na Climatologia, etc.).

Qual é a sua opinião sobre os desafios que ainda nos esperam no corrente século?

Parceria entre Intel e NVIDIA – Ano 2025

A Intel Corporation e a NVIDIA anunciaram uma parceria de colaboração na área dos Data Center e dos PC. 😎🌱

O que pensa desta nova estratégia de cooperação entre a NVIDIA e a Intel?

Informação completa em: https://newsroom.intel.com/artificial-intelligence/intel-and-nvidia-to-jointly-develop-ai-infrastructure-and-personal-computing-products

 

Orange Pi RV2 – Processador RISC-V

Uma forma económica de aceder à Arquitectura RISC-V. O processador RISC-V é uma alternativa aos processadores tradicionais (ARM e x64) e ainda tem muito potencial para crescer com a sua filosofia Open-Source. ⭐🌱

What if you could explore the innovative world of RISC-V computing without breaking the bank? The Orange Pi RV2 promises exactly that, a budget-friendly gateway into an architecture that’s reshaping the future of processors. With its 8-core RISC-V processor, a host of connectivity options, and a price tag starting at just $40, this single-board computer (SBC) is designed to appeal to developers, hobbyists, and industry professionals alike. But here’s the catch: while it excels in specialized tasks like IoT and lightweight AI, it’s not built to replace your desktop PC. This duality makes the RV2 both intriguing and polarizing, raising the question: can affordability and innovation truly coexist in the world of SBCs?

Link: https://riscv.org/ecosystem-news/2025/09/orange-pi-rv2-40-risc-v-sbc-friendly-gateway-to-iot-and-ai-projects/

NVIDIA Jetson Thor

A generalização da IA é uma realidade e já a podemos utilizar localmente (sem acesso à Internet) com “computadores” desktop relativamente potentes e capazes de executar tarefas de elevada complexidade.

Um dos mais recentes modelos é a estação de trabalho NVIDIA Jetson Thor, abaixo referenciada para o segmento profissional, científico e empresarial.

Caminhamos a largos passos para o uso em estações de trabalho destinados ao consumidor comum, cujas estações de trabalho possuam ciclos de processamento IA (TOPS) relativamente potentes.

É verdade que já existem portáteis e desktops com capacidades limitadas a nível de TOPS (ciclos de processamento de IA). No entanto, o mercado de consumo doméstico para a IA com elevado número de TOPS, no sector da “informática de consumo”, sofrerá um “boom de consumo” já em 2026, com novos equipamentos provenientes das mãos da Intel, AMD, NVIDIA, Apple, ARM, Qualcomm, Samsung, de entre outros.

 

Drones – Entrega de encomendas com recurso a esta tecnologia

Vídeo: Amazon Prime Air’s First Customer Delivery

A Amazon lançou um novo serviço de entregas de encomendas através do uso de dispositivos de vôo não controlado, os célebres e agora populares dispositivos drone. O novo serviço ainda está em fase experimental no Reino Unido mas é desde já possível a alguns clientes britânicos efectuar encomendas através do website da Amazon e recebê-las na “comodidade” do quintal da sua casa.

O novo serviço da empresa norte-americana tem a designação de Amazon Prime Air e promete simplificar e resolver alguns dos problemas que estão associados à logística das entregas de encomendas. Toda a experiência está a ser realizada em prol da eficiência e promete ter um impacto ambiental positivo na medida em que permitirá reduzir o número de deslocações automóvel que está associado a este tipo de serviços.

Nesta primeira fase o serviço está limitado técnica e propositadamente pelas condições meteorológicas e de luminosidade das áreas de entrega afectas a estes equipamentos. Por imposição da equipa de desenvolvimento da Amazon, os drones são apenas utilizados em condições favoráveis e durante o período do dia em que a luz solar é favorável à recolha de dados e elementos técnicos que permitam avaliar correctamente o desempenho dos drones. Este requisito foi determinado pela própria empresa.

Mesmo assim, a experiência que se iniciou neste dia 07 de Dezembro de 2016 tem-se revelado um tremendo sucesso nas palavras da própria empresa e dos clientes que utilizaram este serviço para receber as suas encomendas com recurso a esta tecnologia.

Todavia, mesmo sendo expectável que esta tecnologia venha a estar disponível num futuro próximo, ainda há uma imensidão de questões técnicas e legais a a serem ultrapassadas para que este serviço entre em “efectividade” e venha a ser utilizado no dia-a-dia da empresa.