Ubuntu 26.04 LTS – Software & Updates

Se está a fazer uma instalação “limpa” do Ubuntu 26.04 LTS, possivelmente se deparará com um problema com a aplicação “Software & Updates”. O problema é que ele não aparece na lista de aplicações, por defeito e porque não está instalado de raiz.

A medida da Canonical pretende simplificar a utilização do sistema operativo, mas pode ser um entrave para quem gosta de personalizar esta secção com recurso à aplicação “Software & Updates”.

Para quem pretenda recuperar esta ferramenta de versões do sistema operativo anteriores, pode executar no Terminal a seguinte operação:

Comandos a executar no Terminal:


sudo apt update
sudo apt install software-properties-gtk

A aplicação tem como designação “software-properties-gtk” e após a instalação, aparecerá no centro de aplicações.

Tenha presente que as alterações através do Terminal requerem autorização especial e que não tenho responsabilidade alguma sobre possíveis más implementações.

Mesmo assim, são só dois comandos para instalar a aplicação, em caso de dúvida, certifique-se noutras páginas.

Microsoft – Azure Linux 4.0

A Microsoft disponibilizou ao público em geral uma distribuição Linux com a sua assinatura e tendo por base os pacotes de distribuição RPM do Fedora Linux. A distribuição é nova, mas já existiam versões anteriores optimizadas para a rede Microsoft Azure e limitadas ao Azure Kubernetes Service (AKS).

No entanto, esta é a primeira versão que pode ser instalada localmente ou na rede Azure. Assim é oferecida a hipótese de as equipas de desenvolvimento e programação efectuarem os mais diversos e variados testes de programação num servidor, computador local ou até no subsistema do Windows 11 (WSL – Windows Subsystem for Linux).

Para o efeito, a Microsoft disponibiliza para transferência esta versão através do Github. A distribuição Linux encontra-se localizada em: https://github.com/microsoft/azurelinux

Sobre esta versão são mencionadas duas características principais. Primeiro, a pequena “pegada de código” que mantém a distribuição leve e optimizada. Segundo, a segurança reforçada do código-base (kernel) e dos mecanismos de protecção da própria distribuição, estando ao nível dos critérios de exigência da Azure.

Se é um entusiasta ou curioso, pode experimentar esta distribuição num equipamento informático que se encontre encostado a um canto sem uso nenhum. Não se esqueça que para um ambiente de produção deverão ser acauteladas todas as medidas de segurança antes de conhecer a fundo o Azure Linux 4.0.

Se é um programador ou engenheiro informático, esta pode ser uma solução para implementar num dos seus projectos futuros ou actuais, sendo que a “pegada de código” diminuta e as semelhanças com o Fedora Linux permitem utilizar o Azure Linux 4.0 em um equipamento local, em um “container” da rede Azure ou outro serviço online compatível.

H.266 – Versatile Video Coding (VVC)

O codec H.266 é o concorrente directo do codec AV1 e o sucessor do codec H.265. A tecnologia de compressão de vídeo atinge marcas impressionantes face ao seu predecessor, o H.265 (HEVC).

De forma genérica, o H.266 (VVC – Versatile Video Coding) atinge uma compressão de 50% face ao codec anterior, o que significa que um ficheiro de 40GB filmado em 4K (codificado com o H.265) pode ser “encolhido” até 20GB com os mesmos 4K de resolução e sem perda de qualidade. A compressão é uma vantagem considerável na utilização da resolução UHD com que muitos cinematógrafos e artistas de vários espectros poderão contar no futuro nos seus dispositivos de filmagem e edição.

Os 50% de compressão serão também muito bem-vindos para a indústria de streaming de vídeo pois a arquitectura permite cortar nos custos de transmissão e transferência por streaming. A arquitectura avançada permite também a inclusão de outras tecnologias visuais, como por exemplo filmagens panorâmicas em 360°, filmagem em VR (Virtual Reality) / AR (Augmented Reality) e o já clássico HDR com resolução 4K e 8K.

No entanto, apesar das especificações terem sido determinadas em 2020, a tecnologia H.266 apresenta vários desafios na sua implementação no mercado profissional e de consumo.

Primeiro, a tecnologia não é Open-Source e requer uma licença comercial paga.

Segundo, o codec VVC exige equipamentos modernos e mais recentes para reproduzir com fluidez os conteúdos de vídeo comprimidos com recurso a esta tecnologia.

Terceiro, a codificação de vídeo neste codec não é nada fácil pois exige uma computação aproximadamente 10 vezes superior à da utilizada no codec H.265. Para a reprodução de H.266 é necessário um poder de computação duas vezes superior à do codec anterior.

Em suma, os algoritmos que permitem alcançar este feito de compressão vídeo são notáveis e, com toda a certeza, com as suas vantagens surtirão efeitos no mercado com cada vez mais dispositivos a suportar a sua reprodução e codificação (em coexistência com o codec AV1 que é totalmente livre de royalties para os projectos Open-Source no segmento audiovisual).

As vantagens serão ainda muito melhor aproveitadas em equipamentos informáticos e smartphones que possuam menos espaço de armazenamento SSD (ou espaço ROM nos smartphones) porque optimizam o tamanho das bibliotecas audiovisuais de reprodução e captura de vídeo.

Raspberry Pi OS – Trixie (2025)

Chegou a nova versão do Raspberry Pi OS designada de Trixie.

“Trixie — the new version of Raspberry Pi OS has arrived”

1. – A time system with time ahead of it
2. – New theme
3. – New Control Centre application
4. – New Bookshelf features
5. – New packaging
5.1 – Adding packages to Raspberry Pi OS Lite
5.2 – Removing packages from Raspberry Pi OS with desktop
6. – How do I get it?
6.1 – An additional option for newer Raspberry Pi’s
7. – Support for Raspberry Pi AI add-ons and Mathematica coming soon

Informação detalhada na página oficial localizada em: https://www.raspberrypi.com/news/trixie-the-new-version-of-raspberry-pi-os/

 

Intel Watchdog Timer Driver (Intel WDT no Windows 10)

Microsoft Windows 10

O Windows 10 dificultou a instalação personalizada de drivers no sistema operativo. Por um lado, a instalação automática facilita a utilização dos dispositivos que utilizam o sistema operativo da Microsoft. No entanto, por outro lado, a instalação de drivers específicos para componenentes de diversas máquinas é uma tarefa ingrata para o comum dos utilizadores.

Vejamos o caso deste driver da Intel. O Intel Watchdog Timer Driver não é um driver que se instale logo à primeira. Porquê? Porque o driver está escondido na aplicação “Gestor de Dispositivos” sob a designação de “Recursos da Placa Principal”.

Assim, deverá proceder à actualização manual recorrendo ao “Gestor de Dispositivos”. Se ainda não sabe, o gestor de dispositivos é o local ideal para a manutenção e actualização dos drivers do computador na versão 10 do Windows.

Em breve colocarei aqui umas capturas de ecrã. No entretanto passarei à explicação através de um esquema de passos.

Tenha em atenção que este é um procedimento normal mas, contudo, não poderei ser responsabilizado por eventuais conflitos que possam surgir na sequência desta ou outra actualização. A situação de conflito de uma “actualização via Windows” é rara mas poderá surgir se o driver da empresa responsável em questão estiver mal programado ou se o seu componente estiver danificado. Fica registada esta pequena nota importante.

Actualização de drivers da Intel

  1. Desloque o rato (sem clicar) até à “Janela do Windows”.
  2. De seguida, clique com o botão direito do rato sobre a “Janela do Windows”.
  3. Agora seleccione a opção Gestor de Dispositivos que se encontra debaixo da opção Sistema.
  4. Agora encontrará uma aplicação com uma lista de diversos componentes existentes no seu computador ou tablet da Intel.
    1. Nota #1: a partir desta aplicação poderá actualizar ou resolver eventuais conflitos ou problemas existentes nos diversos componentes.
    2. Nota #2: o procedimento para actualização de componentes é semelhante ao que será aplicado neste componente da placa-mãe (que se designa vulgarmente de Motherboard, dependendo da sua preferência).
  5. – Antes então de actualizar o componente da Intel, deverá aceder à opção “Ver” que se encontra na barra superior da aplicação.
    1. Importante: na opção “Ver” seleccione a opção Mostrar dispositivos ocultos. Se não efectuar este passo, é altamente provável que não encontre a opção em questão e não consiga resolver o problema da actualização.
  6. Agora, aceda à lista de componentes que se encontra na janela principal da aplicação e seleccione Dispositivos de Sistema (a lista revelará uma sub-lista com um número considerável de componentes e dispositivos).
  7. Encontre, então, nesta lista uma ou várias opções com a designação de “Recursos da placa principal”.
    1. Se encontrar duas ou mais entradas não se apoquente, terá de realizar o passo seguinte em cada uma das entradas.
  8. Agora, clique com o botão direito sobre a entrada “Recursos da placa principal” e escolha a opção Atualizar controlador do Software… 
    1. Nota: este passo pode ser aplicado em qualquer controlador existente no Windows e disponibilizado na aplicação Gestor de dispositivos
  9.  Seleccione a opção “Procurar automaticamente software do controlador atualizado”. O Windows 10 encarregar-se-á da actualização correcta do componente. Neste caso, estaremos a lidar com os drivers (“controladores” em português) dos Recursos da placa principal”.
  10. Repita este passo para qualquer controlador dos componentes existentes no Windows 10. O sistema operativo fará o download ou transferência dos drivers em questão.
    1. Se o componente estiver já actualizado, a Microsoft indicar-lhe-á que não é necessário proceder à actualização dos componentes em questão.

Pronto, está então resolvido o problema daquela actualização que lhe está a dar a volta à cabeça há algum tempo.