Microsoft – Azure Linux 4.0

A Microsoft disponibilizou ao público em geral uma distribuição Linux com a sua assinatura e tendo por base os pacotes de distribuição RPM do Fedora Linux. A distribuição é nova, mas já existiam versões anteriores optimizadas para a rede Microsoft Azure e limitadas ao Azure Kubernetes Service (AKS).

No entanto, esta é a primeira versão que pode ser instalada localmente ou na rede Azure. Assim é oferecida a hipótese de as equipas de desenvolvimento e programação efectuarem os mais diversos e variados testes de programação num servidor, computador local ou até no subsistema do Windows 11 (WSL – Windows Subsystem for Linux).

Para o efeito, a Microsoft disponibiliza para transferência esta versão através do Github. A distribuição Linux encontra-se localizada em: https://github.com/microsoft/azurelinux

Sobre esta versão são mencionadas duas características principais. Primeiro, a pequena “pegada de código” que mantém a distribuição leve e optimizada. Segundo, a segurança reforçada do código-base (kernel) e dos mecanismos de protecção da própria distribuição, estando ao nível dos critérios de exigência da Azure.

Se é um entusiasta ou curioso, pode experimentar esta distribuição num equipamento informático que se encontre encostado a um canto sem uso nenhum. Não se esqueça que para um ambiente de produção deverão ser acauteladas todas as medidas de segurança antes de conhecer a fundo o Azure Linux 4.0.

Se é um programador ou engenheiro informático, esta pode ser uma solução para implementar num dos seus projectos futuros ou actuais, sendo que a “pegada de código” diminuta e as semelhanças com o Fedora Linux permitem utilizar o Azure Linux 4.0 em um equipamento local, em um “container” da rede Azure ou outro serviço online compatível.

Intel Z-Angle Memory (ZAM)

Na Computex 2026 a Intel irá apresentar a mais recente tecnologia de RAM para os seus novos servidores e processadores. A Intel Z-Angle Memory (ZAM) é a próxima geração de memória que utiliza uma arquitectura de empilhamento vertical mais densa com interconexões na diagonal (ao longo da memória).

O desenvolvimento da nova tecnologia RAM resulta de uma estreita colaboração com a SAIMEMORY do grupo Softbank e propõe-se a competir directamente com a memória RAM de tecnologia HBM4.

A largura de banda da ZAM é da ordem de 5.3 TB por segundo, mais do dobro do máximo do alcançado por a tecnologia HBM4. Para além disso, a capacidade por módulo é cerca de 2 a 3 vezes mais do que a equivalente no formato HBM.

O notável é que o custo de produção por módulo é cerca de 60% mais barato que os módulos HBM e alcança uma eficiência energética superior a 50% na redução do consumo eléctrico.

No entanto, não é expectável que encontremos estes módulos no mercado de consumo, pois estão projectados para servir os mercados de centros de dados (datacenter), centros de Inteligência Artificial e supercomputadores.

A tecnologia pode vir a ter um impacto indirecto no mercado de consumo, com a redução do custo face à HBM4. O mercado do segmento de RAM dos servidores ficará menos atractivo do que o que está na presente data.

Parceria entre Intel e NVIDIA – Ano 2025

A Intel Corporation e a NVIDIA anunciaram uma parceria de colaboração na área dos Data Center e dos PC. 😎🌱

O que pensa desta nova estratégia de cooperação entre a NVIDIA e a Intel?

Informação completa em: https://newsroom.intel.com/artificial-intelligence/intel-and-nvidia-to-jointly-develop-ai-infrastructure-and-personal-computing-products

 

Microsoft Project Silica

A Microsoft está a apostar no desenvolvimento de uma nova tecnologia de armazenamento de dados que apresenta um período de durabilidade extremo, mantendo a sua sustentabilidade ambiental com a utilização de materiais recicláveis.

O “Projecto Silica” (em Inglês, Project Silica) vem resolver os desafios apresentados por o armazenamento em material convencional que utiliza tecnologia magnética. Um deles, é o tempo de vida finito que é apresentada, tendo de ser substituído ao fim de vários anos de armazenamento por outro suporte magnético.

A armazenagem de dados num novo material que utiliza “vidro de quartzo” possibilita que o conteúdo introduzido dure milhares de anos, sem que a sua legibilidade seja afectada. Os dados contidos nos suportes de armazenamento do Projecto Silica podem ser lidos através de tecnologia óptica de laser.

O projecto está delineado para ser utilizado comercialmente através da “rede de cloud” do Microsoft Azure. Colocados em Datacenters, os suportes de vidro de quartzo não necessitam de refrigeração intensiva e permitem uma redução dos custos energéticos normalmente necessários à manutenção de suportes de armazenamento convencionais.

O objectivo primário é tornar os dados digitais em artefactos históricos que possam ser conservados ao longo de milhares de anos para as gerações vindouras e, quem sabe, civilizações diferentes das nossas.

Saiba mais no artigo oficial da Microsoft localizado em: https://news.microsoft.com/source/features/innovation/ignite-project-silica-superman/

Também pode visualizar o vídeo do Youtube localizado em: https://www.youtube.com/watch?v=-rfEYd4NGQg

Microsoft Research – Computadores Quânticos e QuBits

Vídeo: Quantum Computing

A Microsoft está decidida a aplicar os princípios da computação quântica na “vida real” e a disponibilizar esta tecnologia aos grandes centros de investigação. Esta é uma área frequentemente abordada pela literatura científica e pela ficção, no entanto saiba que há uma divisão da Microsoft Research que está a trabalhar em exclusivo nesta área há praticamente duas décadas.

O projecto de investigação está, desde o seu início, sob a coordenação do matemático Michael Freedman e o seu grupo de desenvolvimento está muito próximo de aplicar os primeiros princípios práticos de escalabilidade e armazenamento de informação complexa com recurso a tecnologia de computação quântica.

Uma das grandes novidades é relativa à fiabilidade e escalabilidade do armazenamento de informação em formato de “qubits” (bits quânticos). Nesta segunda-feira, no seu evento Microsoft Ignite, a companhia norte-americana demonstrou a aplicabilidade da sua tecnologia num ambiente de computação quântica e com recurso a uma nova linguagem de programação que interage com o programa Microsoft Visual Studio.

Este é um passo significativo, dado que estaremos na emergência da universalização desta nova tecnologia, algo que possibilitará a comercialização e o acesso a recursos de computação quântica localizados em centros de dados dedicados para o efeito. Estes espaços de computação poderão muito bem vir a ser denominados de “datacenters quânticos”.

Saiba tudo em: https://news.microsoft.com/features/new-microsoft-breakthroughs-general-purpose-quantum-computing-moves-closer-reality/

Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cOUrzxyng04