Nvidia N1X

O Nvidia N1X é um novo sistema integrado contido num chip (“system-on-a-chip”, SoC) desenvolvido em parceria com a Mediatek para a Nvidia e que contém um processador ARM, GPU e memória RAM unificada até 128GB. Tudo isto com suporte para o Windows 11 na versão “Windows on ARM”.

O processador ARM com instruções “Armv9.2” neste sistema vai apresentar duas configurações: uma de alto desempenho com 20 núcleos (10 de performance “Cortex-X925”, 10 de eficiência “Cortex-A725”) e a designação de “N1X 675”; e, outra, de desempenho intermédio com dezoito núcleos (9 de performance, 9 de eficiência) e a designação de “N1X 650”.

As diferenças entre as duas versões estendem-se também à parte gráfica que inclui uma placa de processamento gráfico (iGPU) com arquitectura Blackwell equivalente às placas-gráficas da NVIDIA na versão Geforce RTX 5070, mas que contará com 6144 núcleos CUDA na versão mais poderosa e 5120 núcleos CUDA na versão intermédia. Os “núcleos CUDA” são conhecidos em Inglês como “CUDA cores”.

Outra diferença, é no limite da capacidade de memória unificada (que é dividida entre o processador e a GPU integrada): a versão mais dispendiosa tem uma configuração de memória até 128GB de RAM LPDDR5X e a mais “acessível” uma configuração de até 64GB de RAM (também no formato LPDDR5X).

O SoC Nvidia N1X é apontado como o equivalente à plataforma “GB10 Grace Blackwell” que é implementada nas estações de trabalho Nvidia’s DGX Spark AI. Claro que este SoC está segmentado para o mercado de consumo e por isso tem menos capacidades que as DGX Spark AI.

O Nvidia N1X, em termos de armazenamento, possui a capacidade para gerir em simultâneo 3 SSD’s no formato NVMe, sendo que os SSD deverão ter uma capacidade de velocidade PCIe no formato 5.0.

O N1X é assim, um concorrente de peso às estações de trabalho que fazem uso intensivo das funcionalidades gráficas integradas no SoC, nomeadamente os Apple Silicon e AMD Ryzen Halo. O preço previsto está compreendido entre os 3000 a 4500 euros nas versões N1X.

Prevê-se também que, aquando do anúncio deste chip na Computex, seja anunciado o SoC “Nvidia N1” focado no mercado dos computadores portáteis e com um preço de entrada mais acessível ao público em geral.

A Intel, a AMD e a Apple, vêem assim a entrada em força de um concorrente de peso no mercado dos microprocessadores de consumo, produtividade e AI local. A Nvidia, com as suas placas-gráficas, deu provas de que consegue estabelecer-se no mercado empresarial e doméstico com maturidade suficiente para ganhar uma quota de mercado substancial.

Para além disso, junto dos consumidores tem uma óptima reputação que aponta para a compatibilidade e fiabilidade dos produtos da Nvidia em ferramentas de produtividade e criatividade, como a Adobe Suite ou o Microsoft 365.

Em suma, a Computex 2026 vai trazer novidades cruciais no médio-prazo para o segmento da AI e do mercado de consumo doméstico e empresarial. Será o derradeiro momento das grandes marcas estabelecerem as regras do jogo na área da tecnologia informática.

Apple Mac Mini M5

Estamos em 16 de Maio de 2026 e é aguardada com muita expectativa o lançamento dos novos processadores da Apple – M5, M5 Pro e M5 Max – na linha desktop Mac, designadamente o Mac Mini, o iMac e o Mac Studio.

O design dos três formatos desktop activos não sofrerá grandes alterações, dadas as características térmicas dos novos processadores de arquitectura ARM (Apple Silicon) que não introduz alterações excepcionais no sistema de arrefecimento dos novos equipamentos.

As limitações prendem-se com o fenómeno de aumento exponencial do preço das memórias RAM e do armazenamento SSD que ditará alguns compromissos na disponibilização de modelos com elevada RAM e espaço de armazenamento. Isto estará reflectido nas novas margens de lucro da Apple para o mercado de consumo.

O Mac Mini é um caso particular, pois tem uma elevada procura para modelos “menos complexos” de Inteligência Artificial, como por exemplo a ferramenta Claude. O Mac Studio é também uma excelente escolha para modelos de IA mais avançados, dado que utilizará mais memória com os processadores M5 Max e um eventual “M4 Ultra” (?).

No entanto, há quem aponte que o fenómeno do Macbook Neo pode ser replicado no modelo Mac Mini para baixar ou manter o preço de entrada nos 729 EUR. Recorde-se que a gama Neo utiliza menos memória (8GB RAM) e um processador de um smartphone para correr o sistema operativo MacOS.

A minha expectativa é que não haja um aumento significativo do preço do Mac Mini (que seja de aproximadamente de 100 euros) e que o armazenamento por defeito comece nos 512GB de espaço. Esta será a versão próxima da fasquia dos 1000 euros (por excesso desta vez).

Que esta versão de entrada do Mac Mini – na fasquia dos 1000 euros – não seja uma versão “Neo-nizada” com 8GB de RAM e que inclua um botão de On/off num local mais acessível.

Quanto ao Mac Studio e aos iMac, no primeiro veremos um incremento das características essenciais (RAM e Armazenamento) e nos segundos veremos uma nova gama alargada de cores, certamente.

Aliás, o iMac pode ter, sim, uma versão Neo destinada ao mercado de entrada (com um preço inferior ao dos iMac com M5). No Studio, não sei se iremos assistir às versões com 512GB de RAM, mas ele torna-se em definitivo o equipamento mais poderoso de toda a gama Mac (Rest In Peace Mac Pro) com expansibilidade através das ligações externas Thunderbolt.

Tudo estará certamente esclarecido na WWDC 2026 e a data de lançamento será anunciada para este trimestre (2.º Trimestre) ou um dos dois posteriores (3.º Trimestre ou 4.º Trimestre).

Intel Z-Angle Memory (ZAM)

Na Computex 2026 a Intel irá apresentar a mais recente tecnologia de RAM para os seus novos servidores e processadores. A Intel Z-Angle Memory (ZAM) é a próxima geração de memória que utiliza uma arquitectura de empilhamento vertical mais densa com interconexões na diagonal (ao longo da memória).

O desenvolvimento da nova tecnologia RAM resulta de uma estreita colaboração com a SAIMEMORY do grupo Softbank e propõe-se a competir directamente com a memória RAM de tecnologia HBM4.

A largura de banda da ZAM é da ordem de 5.3 TB por segundo, mais do dobro do máximo do alcançado por a tecnologia HBM4. Para além disso, a capacidade por módulo é cerca de 2 a 3 vezes mais do que a equivalente no formato HBM.

O notável é que o custo de produção por módulo é cerca de 60% mais barato que os módulos HBM e alcança uma eficiência energética superior a 50% na redução do consumo eléctrico.

No entanto, não é expectável que encontremos estes módulos no mercado de consumo, pois estão projectados para servir os mercados de centros de dados (datacenter), centros de Inteligência Artificial e supercomputadores.

A tecnologia pode vir a ter um impacto indirecto no mercado de consumo, com a redução do custo face à HBM4. O mercado do segmento de RAM dos servidores ficará menos atractivo do que o que está na presente data.

Raspberry Pi 500+

O novo “all-in-one #PC” Raspberry Pi da tem a designação de “Raspberry Pi 500+” e está à venda por $200. O equipamento possui 16GB de RAM, SSD de 256GB e um teclado mecânico, para além de um conjunto de acessórios.

Saiba mais em: https://www.raspberrypi.com/news/the-ultimate-all-in-one-pc-raspberry-pi-500-plus-on-sale-now-at-200/