Filmes – Flecha Quebrada (Broken Arrow, 1996 e 1950)

Este blogue tem o nome de dois famosos filmes de Hollywood de 1996 e 1950, respectivamente. No entanto, o significado da expressão Flecha Quebrada (em inglês designada como Broken Arrow) vai buscar a conotação com as flechas partidas no filme de 1950. Uma flecha partida (ou quebrada) tem por simbolismo retratar a paz, neste caso retratada em um Western quando esta é declarada pelos ameríndios.

Assim, Broken Arrow (1950) é aquele que se aproxima mais do significado atribuído em 2006 a este mesmo simples espaço de escrita.

Quanto ao filme A Flecha Quebrada do ano de 1996, esse retrata um cenário que jamais havia sido delineado pela comunidade dos ameríndios do continente norte-americano: a perda de armamento com capacidade nuclear. O filme é mais conhecido do que o Western pois a máquina de propaganda de Hollywood, em 1996, foi muito mais capaz de publicitar um filme de John Woo que se desenrola a um ritmo frenético na busca de duas ogivas nucleares.

Os protagonistas do filme são, o actor mundialmente conhecido, John Travolta e o actor Christian Slater. A longa-metragem passou vezes sem conta no canal português RTP1 nos inícios da década de 2000’s.

No entanto, nunca me passou pela cabeça que o nome de código de Flecha Quebrada fosse hoje mais associado a uma perda de armamento do que a um símbolo de paz da comunidade nativa da américa do Norte.

É o reflexo dos tempos modernos.

Quanto ao enredo dos dois filmes. O de 1950 circula à volta de uma estória ficcionada na comunidade Apache e norte-americana em que um “scout” norte-americano salva um rapaz da tribo Apache de ferimentos graves resultantes de uma arma de fogo. A comunidade Apache tenta resgatar o rapaz das mãos de Thomas Jefferson Jeffords (“scout”), mas a comunidade percebe ao longo do filme que os objectivos do “scouter” são inofensivos, embora em colisão com as pretensões das chefias militares e governativas dos EUA.

Não tive oportunidade de ver o filme, mas o Western de 1950 é muito famoso entre a comunidade cinéfila e entrou em 2008 directamente para o top 10 do American Film Institute (AFI) na sua respectiva categoria.

O enredo do segundo filme, o de 1996, já é-me mais fácil de explicar pois vi uma meia-dúzia de vezes o filme em questão. Todavia, não vou alargar-me, pois este é provavelmente mais fácil de encontrar nas plataformas de Streaming, como a Netflix, a HBO ou a Apple TV, por exemplo.

É um filme de acção de John Woo, portanto tem o estilo característico dos filmes de acção do realizador nos anos 90. Vale a pena a sua visualização para um momento íntimo entre as suas pipocas e a sua TV.

 

H.266 – Versatile Video Coding (VVC)

O codec H.266 é o concorrente directo do codec AV1 e o sucessor do codec H.265. A tecnologia de compressão de vídeo atinge marcas impressionantes face ao seu predecessor, o H.265 (HEVC).

De forma genérica, o H.266 (VVC – Versatile Video Coding) atinge uma compressão de 50% face ao codec anterior, o que significa que um ficheiro de 40GB filmado em 4K (codificado com o H.265) pode ser “encolhido” até 20GB com os mesmos 4K de resolução e sem perda de qualidade. A compressão é uma vantagem considerável na utilização da resolução UHD com que muitos cinematógrafos e artistas de vários espectros poderão contar no futuro nos seus dispositivos de filmagem e edição.

Os 50% de compressão serão também muito bem-vindos para a indústria de streaming de vídeo pois a arquitectura permite cortar nos custos de transmissão e transferência por streaming. A arquitectura avançada permite também a inclusão de outras tecnologias visuais, como por exemplo filmagens panorâmicas em 360°, filmagem em VR (Virtual Reality) / AR (Augmented Reality) e o já clássico HDR com resolução 4K e 8K.

No entanto, apesar das especificações terem sido determinadas em 2020, a tecnologia H.266 apresenta vários desafios na sua implementação no mercado profissional e de consumo.

Primeiro, a tecnologia não é Open-Source e requer uma licença comercial paga.

Segundo, o codec VVC exige equipamentos modernos e mais recentes para reproduzir com fluidez os conteúdos de vídeo comprimidos com recurso a esta tecnologia.

Terceiro, a codificação de vídeo neste codec não é nada fácil pois exige uma computação aproximadamente 10 vezes superior à da utilizada no codec H.265. Para a reprodução de H.266 é necessário um poder de computação duas vezes superior à do codec anterior.

Em suma, os algoritmos que permitem alcançar este feito de compressão vídeo são notáveis e, com toda a certeza, com as suas vantagens surtirão efeitos no mercado com cada vez mais dispositivos a suportar a sua reprodução e codificação (em coexistência com o codec AV1 que é totalmente livre de royalties para os projectos Open-Source no segmento audiovisual).

As vantagens serão ainda muito melhor aproveitadas em equipamentos informáticos e smartphones que possuam menos espaço de armazenamento SSD (ou espaço ROM nos smartphones) porque optimizam o tamanho das bibliotecas audiovisuais de reprodução e captura de vídeo.

A Divulgação da Lusofonia Na Internet

No estrangeiro, por vezes, a única forma de acedermos à língua portuguesa é através dum computador e uma ligação à web. O que significaria ver algo em Português?

Para mim, seria a oportunidade de nos libertarmos duma qualquer outra língua estrangeira e talvez menos familiar.

O Streaming…

O advento da Internet e a disseminação da banda larga tornaram inevitável a criação de mais uma forma de veicular informação. Desta vez, o streaming de vídeo. Com esta tecnologia é-nos possível ter uma experiência mais próxima da tradicional televisão, o meio que causou mais impacto na sociedade no século XX.

Se estivermos no estrangeiro a utilizar a Internet e quisermos, por exemplo, ver as notícias através da nossa ligação podemos aceder a um número substancial de sites em Português. No entanto, desta vez a minha opção é aceder aos conteúdos vídeo de duas estações de televisão, a RTP e a SIC.

Façamos então o seguinte exercício, vamos assistir ao Telejornal da RTP e depois ao Jornal da Noite da SIC.

Telejornal

RTP.pt >> http://multimedia.rtp.pt/ >> Vídeos On-Demand >> Informação Diária >> Telejornal >>….

(Conteúdo Acedido com Sucesso)

Jornal da Noite

SIC On-Line >> (procuro pelo Jornal da Noite no motor de busca) >> SIC TV >> Emissão em Directo – “Veja a SIC Notícias 24 Horas por Dia na Internet” >>…

(Acesso Negado, Conteúdo Exclusivo)

Mensagem…

Sem querer ser moralista,
considero que expressar-nos na nossa língua materna é uma mais-valia quando nos queremos aproximar do nosso país de origem. Quando há essa possibilidade, a de ouvir português, somos encarecidamente recompensados por quem desta forma nos quer comunicar.
Não há dever mas é bom divulgar, por esse mundo fora, a nossa querida língua tão enriquecida por Luís de Camões, Fernando Pessoa e por todos os países lusófonos