VICTUS HAZE – Tactically Responsive Space (TacRS)

No dia 19 de Junho de 2026 foi completada em “tempo-recorde” uma missão militar espacial – por parte dos Estados Unidos e em forma de exercício ou ensaio- que prevê o lançamento de um veículo espacial em contexto de emergência espacial envolvendo um cenário de ameaça à infra-estrutura espacial (como satélites, estações espaciais ou veículo espaciais em órbita à terra).

A missão foi executada por o Comando Espacial Norte-Americano (US – Space Command) e é habitualmente designada como capacidades de “Tactically Responsive Space (TacRS)”, tendo durado um total de 37 horas e 36 minutos. Este tempo de resposta está significativamente abaixo das 72 horas de tempo limite que foi definido por os Estados Unidos como forma de dar resposta a uma emergência de complexidade de execução acrescida.

O veículo espacial foi lançado a partir da Nova Zelândia e para o efeito foi necessário que o exercício militar cumprisse os protocolos militares de segurança para obtenção do(s) alvo(s), lançamento do veículo espacial e operação remota desse mesmo veículo espacial com o objectivo de cumprir a missão ou missões designadas.

O objectivo principal é demonstrar a prontidão de todas as equipas envolvidas e dos respectivos equipamentos e infra-estruturas de lançamento e controlo. Com a corrida espacial a ganhar novos contornos – exemplo, estabelecimento de bases na Lua – no futuro, também, estas missões procurarão proteger a infra-estrutura espacial em redor da Lua (satélites que providenciem telecomunicações a infra-estruturas estabelecidas na Lua).

Quanto a Marte, pela sua distância e pela barreira tecnológica que ainda não permite astronautas em solo marciano, não vemos a necessidade de uma missão com um estado de prontidão tão elevado.

GPS – Global Positioning System

O sistema GPS (Global Positioning System ou em português “Sistema de Posicionamento Global) foi desenvolvido inicialmente pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos na década de 70, tendo o seu desenvolvimento sido aperfeiçoado ao longo das décadas subsequentes.

No início, o projecto experimental foi lançado em 1973 com a designação de projecto NAVSTAR GPS, derivando do projecto anterior de uma rede de satélites com a designação de projecto “Transit” destinado ao uso pela Marinha Norte-Americana e pela Força Área Norte-Americana.

O processo de desenvolvimento de geolocalização para fins militares ocorre no período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, onde a corrida à tecnologia aeroespacial estava no seu auge.

No período compreendido entre 1978 e 1985 deu-se o lançamento de mais de uma dezena de satélites que compreendiam um alcance territorial extensivo e provaram o conceito da “trilateralização” de informação para geolocalização para fins militares.

No entanto, o uso exclusivo militar foi afastado pelo presidente Ronald Reagan aquando do incidente aéreo com o vôo da Korean Air Lines (Flight 007) em que o avião operado pela companhia área foi mortalmente atingido por aviões de combate soviéticos. O incidente ocorreu por força de um erro de navegação e ditou a partir daí que os Estados Unidos disponibilizariam a tecnologia GPS numa versão adaptada ao uso civil (com algumas limitações).

A administração Reagan desclassificou o projecto militar e iniciou o processo de adaptação a utilização por empresas e utilizadores civis, o qual foi concluído na década de 90.

Apesar da democratização do uso de GPS na década de 90. Foi com a administração Clinton que o sistema passou a ser implementado massivamente entre os utilizadores civis. A dificuldade de uso na década de 90 prendia-se com o facto de os utilizadores militares dificultarem a precisão do GPS, aos civis, com uma “discrepância” de 100 metros na acuidade do mesmo. Esta limitação de funcionalidade tinha a designação de “Selective Availability (SA)”.

Em Maio do ano de 2000, o presidente Bill Clinton assinou um decreto presidencial em que a limitação de precisão passaria dos 100 metros para os 10 metros, tornando assim o caminho mais fácil para a implementação no mercado civil.

Foi com esta alteração que se começou a assistir à massificação da tecnologia GPS entre diferentes sectores da sociedade civil. Uma revolução que conduziu à navegação generalizada através dos aparelhos dos automóveis, dos telemóveis, dos veículos de agricultura, da navegação área, de prospecção marítima, de entre muitos outros sectores.

Hoje a tecnologia está amadurecida e foi replicada em outros blocos económicos, como a União Europeia (sistema Galileo), a China (sistema Beidou) e a Rússia (sistema Glonass), de entre outros.

Em 2026, o sistema GPS conta com 21 satélites GPS, estando previstos 24 satélites em 2027.

Filmes – Flecha Quebrada (Broken Arrow, 1996 e 1950)

Este blogue tem o nome de dois famosos filmes de Hollywood de 1996 e 1950, respectivamente. No entanto, o significado da expressão Flecha Quebrada (em inglês designada como Broken Arrow) vai buscar a conotação com as flechas partidas no filme de 1950. Uma flecha partida (ou quebrada) tem por simbolismo retratar a paz, neste caso retratada em um Western quando esta é declarada pelos ameríndios.

Assim, Broken Arrow (1950) é aquele que se aproxima mais do significado atribuído em 2006 a este mesmo simples espaço de escrita.

Quanto ao filme A Flecha Quebrada do ano de 1996, esse retrata um cenário que jamais havia sido delineado pela comunidade dos ameríndios do continente norte-americano: a perda de armamento com capacidade nuclear. O filme é mais conhecido do que o Western pois a máquina de propaganda de Hollywood, em 1996, foi muito mais capaz de publicitar um filme de John Woo que se desenrola a um ritmo frenético na busca de duas ogivas nucleares.

Os protagonistas do filme são, o actor mundialmente conhecido, John Travolta e o actor Christian Slater. A longa-metragem passou vezes sem conta no canal português RTP1 nos inícios da década de 2000’s.

No entanto, nunca me passou pela cabeça que o nome de código de Flecha Quebrada fosse hoje mais associado a uma perda de armamento do que a um símbolo de paz da comunidade nativa da américa do Norte.

É o reflexo dos tempos modernos.

Quanto ao enredo dos dois filmes. O de 1950 circula à volta de uma estória ficcionada na comunidade Apache e norte-americana em que um “scout” norte-americano salva um rapaz da tribo Apache de ferimentos graves resultantes de uma arma de fogo. A comunidade Apache tenta resgatar o rapaz das mãos de Thomas Jefferson Jeffords (“scout”), mas a comunidade percebe ao longo do filme que os objectivos do “scouter” são inofensivos, embora em colisão com as pretensões das chefias militares e governativas dos EUA.

Não tive oportunidade de ver o filme, mas o Western de 1950 é muito famoso entre a comunidade cinéfila e entrou em 2008 directamente para o top 10 do American Film Institute (AFI) na sua respectiva categoria.

O enredo do segundo filme, o de 1996, já é-me mais fácil de explicar pois vi uma meia-dúzia de vezes o filme em questão. Todavia, não vou alargar-me, pois este é provavelmente mais fácil de encontrar nas plataformas de Streaming, como a Netflix, a HBO ou a Apple TV, por exemplo.

É um filme de acção de John Woo, portanto tem o estilo característico dos filmes de acção do realizador nos anos 90. Vale a pena a sua visualização para um momento íntimo entre as suas pipocas e a sua TV.

 

Parceria entre Intel e NVIDIA – Ano 2025

A Intel Corporation e a NVIDIA anunciaram uma parceria de colaboração na área dos Data Center e dos PC. 😎🌱

O que pensa desta nova estratégia de cooperação entre a NVIDIA e a Intel?

Informação completa em: https://newsroom.intel.com/artificial-intelligence/intel-and-nvidia-to-jointly-develop-ai-infrastructure-and-personal-computing-products

 

Microsoft Project Silica

A Microsoft está a apostar no desenvolvimento de uma nova tecnologia de armazenamento de dados que apresenta um período de durabilidade extremo, mantendo a sua sustentabilidade ambiental com a utilização de materiais recicláveis.

O “Projecto Silica” (em Inglês, Project Silica) vem resolver os desafios apresentados por o armazenamento em material convencional que utiliza tecnologia magnética. Um deles, é o tempo de vida finito que é apresentada, tendo de ser substituído ao fim de vários anos de armazenamento por outro suporte magnético.

A armazenagem de dados num novo material que utiliza “vidro de quartzo” possibilita que o conteúdo introduzido dure milhares de anos, sem que a sua legibilidade seja afectada. Os dados contidos nos suportes de armazenamento do Projecto Silica podem ser lidos através de tecnologia óptica de laser.

O projecto está delineado para ser utilizado comercialmente através da “rede de cloud” do Microsoft Azure. Colocados em Datacenters, os suportes de vidro de quartzo não necessitam de refrigeração intensiva e permitem uma redução dos custos energéticos normalmente necessários à manutenção de suportes de armazenamento convencionais.

O objectivo primário é tornar os dados digitais em artefactos históricos que possam ser conservados ao longo de milhares de anos para as gerações vindouras e, quem sabe, civilizações diferentes das nossas.

Saiba mais no artigo oficial da Microsoft localizado em: https://news.microsoft.com/source/features/innovation/ignite-project-silica-superman/

Também pode visualizar o vídeo do Youtube localizado em: https://www.youtube.com/watch?v=-rfEYd4NGQg

As Sondas Voyager

Nestes dias 05 de Setembro de 2023 e 20 de Agosto de 2023 celebraram-se 46 anos da data de lançamento das sondas Voyager 1 e Voyager 2. As sondas da NASA foram lançadas para o espaço no ano de 1977 de modo a aproveitar o alinhamento singular de quatro planetas do nosso sistema solar: Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

Tendo por missão recolher vários parâmetros destes quatro planetas e do sistema solar, as sondas realizaram com sucesso o objectivo principal da missão, utilizando todos os seus vários instrumentos de análise. As duas sondas ainda se encontram em funcionamento, embora este seja extremamente limitado pois a grande maioria dos instrumentos deixou de ter energia suficiente para funcionar.

A missão Voyager – ou programa Voyager – é também conhecida pela incorporação de dois discos de ouro maciço com um registo visual e fonográfico de elementos identificadores da nossa Civilização, incluindo o célebre mapa de pulsares com a localização do planeta Terra e o diagrama da molécula de Hidrogénio.

A sonda Voyager 1 é famosa também pela célebre fotografia do planeta Terra conhecida como o “The Pale Blue Dot”. Nesta fotografia a terra aparece como um ponto único onde é demonstrada a fragilidade do nosso planeta perante a imensidão do sistema solar. O cientista Carl Sagan é sobejamente conhecido pela caracterização e retracto que faz da Humanidade a partir deste “pálido ponto azul”.

Nestes últimos anos, as duas sondas encontram-se localizadas fora da heliosfera da nossa estrela, sendo estas os objectos de fabrico humano que se encontram mais longe do planeta Terra.

A esperança de Carl Sagan e de todos os seus colegas cientistas e entusiastas, é que estes dois objectos sejam encontrados por outras civilizações, e que os discos de ouro maciço sirvam de meio de comunicação entre a nossa Humanidade e outra civilização.

NuScale Power – Energia Nuclear (Pequeno Reactor de Formato Modular)

A NuScale Power é uma empresa que desenvolve soluções de energia nuclear em formato reduzido (se assim se pode dizer) caracterizadas por um formato de menor complexidade. O formato tem a designação de SMR (“Small Modular Reactor”) que em português significa “pequeno reactor de formato modular”.

A empresa norte-americana foi fundada em 2007, na sequência da aquisição de um conjunto de patentes de pesquisa que eram propriedade do Departamento Norte-Americano de Energia e que foram, a partir desta data, desenvolvidas com o propósito de tornar real a utilização de energia nuclear em formato de pequena complexidade.

A aplicação deste conceito permite a utilização e exploração de energia nuclear por parte de pequenas entidades ou empresas. O propósito é muito simples, impedir que aconteçam problemas de arrefecimento deste género de reactores e prevenir os desastres que surgem em incidentes e/ou acidentes de sobreaquecimento.

Para o efeito, neste ano de 2022, os reguladores norte-americanos vão dar o aval à utilização de reactores SMR em contexto de utilização comercial e privada. Este processo de autorização legal demorou quase seis anos a ser avaliado e visou garantir a segurança deste novo processo de geração de energia eléctrica.

Numa altura em que estamos na presença de uma fase de transição energética, de energias fósseis para energias renováveis, a utilização da energia nuclear não é um conceito que reúna grande consenso entre a comunidade científica. No entanto, o potencial da utilização do nuclear é enorme dado o elevado nível de eficiência energética que é alcançado com estes novos “dispositivos”.

Mais, uma das grandes vantagens apresentadas pela NuScale Power é a praticamente ausência de risco de um acidente nuclear de grande impacto, dado que o reactor funciona com água convencional (“água-leve”, ao contrário da “água-pesada” utilizada nas grandes centrais nucleares) e possui um sistema de desligamento e arrefecimento automático em causa de mau-funcionamento ou negligência.

Os novos equipamentos da NuScale Power serão, sem dúvida, objecto de elevada procura a médio-prazo pois, em 2022, estamos numa fase em que há elevada receptividade comercial a soluções de elevada eficiência. Sendo que a opinião pública jogará a favor desta solução, se a questão dos resíduos nucleares for abordada de uma forma integrada na sustentabilidade ambiental das soluções de geração de energia com base em combustíveis sólidos (urânio de enriquecimento fraco).

De qualquer modo, a Comissão Regulatória Nuclear dos Estados-Unidos (Nuclear Regulatory Commission (NRC)) deu neste dia 28 de Julho a sua aprovação para o processo de certificação dos pequenos reactores de formato modular da NuScale Power.

 

As Primeiras Imagens do Telescópio James Webb

Telescópio James Webb - Julho 2022

Para os fãs de Astronomia chegam na próxima semana as primeiras imagens de alta-resolução do telescópio James Webb. As primeiras imagens de alta-definição do telescópio de infravermelhos estarão disponíveis com as cores perceptíveis ao olho humano (depois de processamento das imagens recolhidas) e, segundo os cientistas da NASA, impressionarão os entusiastas da Astronomia e da tecnologia aerospacial.

Na página oficial do segundo telescópio espacial mais famoso do Mundo – o primeiro é sem dúvida o telescópio Hubble – a NASA anuncia que, à data de hoje, 16 dos 17 instrumentos estão já plenamente funcionais. Os entusiastas menos atentos poderão acompanhar minuciosamente o evoluir da missão na página oficial disponível em https://jwst.nasa.gov/content/webbLaunch/whereIsWebb.html

Quanto à disponibilização das imagens, estas poderão ser visualizadas a partir do dia 12 de Julho de 2022, estando acessíveis no website da NASA de acordo com as instruções publicadas em https://blogs.nasa.gov/webb/2022/07/01/how-to-see-webbs-first-images/

Este evento será um marco científico, tendo em conta o período de tempo que foi investido nesta missão (começou a ser delineada por volta do final dos anos 80 e início dos anos 90). As imagens terão, se tudo correr bem, a maior resolução alguma vez alcançada por um telescópio em órbita, localizado no espaço do segundo ponto de Lagrange (a 1,5 milhões de quilómetros do planeta Terra).

Estaremos assim na presença de uma nova era de descoberta científica, com a utilização em pleno de todas as valências do telescópio James Webb. Este projecto é uma missão de colaboração e cooperação entre as agências da NASA (Estados-Unidos), da ESA (agência europeia) e da CSA (Canadá).

Robot Spot Mini da Boston Dynamics

Vídeo: The New SpotMini

O SpotMini® é o mais recente robô de “quatro-patas” desenvolvido pela Boston Dynamics®. O equipamento é movido na íntegra a energia eléctrica e tem uma bateria com autonomia de 90 minutos que lhe permite concretizar as mais variadas tarefas no espaço de uma hora e meia.

A empresa norte-americana apresenta este robô como sendo a versão mais silenciosa de sempre estando, nas suas palavras, apto a trabalhar “comodamente” em ambientes empresariais e de escritório. Para além disso, o tamanho reduzido do equipamento e a mobilidade avançada colocam-no numa posição priveligiada para ser comercializado com sucesso junto do mercado empresarial e de consumo.

O SpotMini® pesa 25 Kg sem acessórios tendo disponível, como peça opcional, um braço mecanizado que eleva o seu peso para um total de 30Kg. O reduzido peso e os inúmeros sensores presentes no equipamento permitem atribuir tarefas de elevada complexidade para aquilo que temos como referência para robôs autónomos desta dimensão.

Saiba tudo no espaço oficial da Boston Dynamics® em: https://www.bostondynamics.com/spot-mini

O Telescópio James Webb

Vídeo: James Webb Space Telescope Launch and Deployment

O telescópio James Webb vai elevar a fasquia a todos os níveis. O instrumento vai ser colocado em “órbita” a mais de 1 milhão e meio de quilómetros de distância da Terra, numa órbita especial onde beneficiará de uma “sombra permanente” que permitirá o funcionamento dos seus espelhos reflectores sem influência directa da luminosidade do Sol.

A operação será uma das mais complexas de sempre e permitirá efectuar o uso pleno das capacidades do telescópio. Nestas condições o James Webb poderá detectar e captar “luz” no espectro de onda infravermelho dos pontos mais distantes do Universo e aquando da formação das primeiras estrelas e galáxias. Estes objectos astronómicos são uma “prova-viva” dos primórdios do nosso Universo e aproximam-nos ainda mais dos eventos que se sucederam à singularidade que gerou o nosso Universo.