
A Playstation 3 é uma consola de jogos de sétima geração que no seu início se propunha a substituir os equipamentos informáticos e multimédia disponíveis nas casas das pessoas de então.
A consola foi lançada no ano de 2006 com suporte nativo para Linux, o que destacava a extensão das suas funcionalidades como consola de jogos e centro multimédia. No entanto, a Sony abandonou mais tarde este rumo, focando essencialmente a consola no segmento dos jogos de sétima geração e no seu leitor multimédia. Note-se, todavia, que alguns recursos de interacção social e aplicações multimédia estenderam parte das suas funcionalidades.
Ao longo dos anos a Playstation foi disponibilizada em três formatos físicos diferentes: a Playstation 3 (original, fat model); a Playstation 3 Slim e a Playstation 3 Super Slim.
Consoante o modelo, a arquitectura do processador CELL e da placa-gráfica foi reduzindo-se no seu tamanho em nanómetros (NM) e, assim, optimizando o seu consumo. De entre outros detalhes técnicos, como a redução de portas de entrada e de saída (I/O), a perda de suporte nativo para Linux e a perda de retrocompatibilidade por hardware com a PS2.
Em 2013, com o lançamento da Playstation 4, a PS3 passou a ser uma consola de geração anterior e iniciou a sua caminha pelos mercados de segunda-mão entre nostalgia e saudosismo. Note-se, mesmo assim, que a consola PS3 foi ainda comercializada nos anos que se seguiram à disponibilização da PS4.
Pois bem, é nesta mesma fase que eu começo a entrar no universo da PS3 e das suas funcionalidades online. Com a aquisição de uma consola PS3 em segunda-mão que vinha acompanhada de dois jogos populares da saga Call Of Duty (CoD): o jogo CoD Modern Warfare 2 e o jogo CoD Black Ops 1.
Quase imediatamente fiquei deslumbrado com a jogabilidade e a longevidade que os 120 euros que havia gasto me iriam proporcionar em horas de entretenimento. Todavia, a saga CoD não eram o melhor para mim, dado que não conseguia acompanhar a velocidade com que é jogado o modo multiplayer. Revendi os dois jogos num curto espaço de tempo e, hey, recuperei 20 euros, o que tornaram o centro de entretenimento avaliado em 100 euros.
A Playstation Store e os “deals” do momento foram então o que descobri de seguida com a aquisição de vários jogos em promoções e ocasiões diversas. Descobri o GTA IV, o GTA V, a saga FIFA, LA Noire, Red Redemption, Just Cause 2, de entre muitos outros. Tive a oportunidade de experimentar diversos jogos digitais e assim incrementar a minha colecção de jogos.
A longevidade foi tal que ainda hoje mantenho essa colecção para os jogos ocasionais e mantêm-me ainda afastado do mundo PS4 e PS5. Embora com uma pequena observação, em 2024 descobri o mundo dos jogos em segunda-mão e comecei a fazer uma colecção física (obrigado CeX por o profissionalismo e oferta que têm neste segmento, passo a publicidade gratuita).
Ora bem, com a oferta de jogos em PS3 disponíveis no mercado a manter-se ainda extensa, porque não a Sony lançar uma versão clássica da consola PS3 com a arquitectura CELL (blueprint) e com menor consumo energético por causa da tecnologia existente actualmente (menos nanómetros em litografia).
Seria bestial e poderíamos apelidá-la de PS3 Classic. A consola poderia manter o seu leitor de Blu-Ray e oferecer um meio digital de aquisição da sua enorme biblioteca digital da PSN.
A eficiência energética da consola seria significativamente melhor e poderiam ser adicionados mais megabytes de RAM face à versão original (com melhor “clock” também na placa-gráfica e, quem sabe, no processador). Uma PS3 Classic com 1GB de RAM ou 2GB de RAM.
A malta entendida na matéria irá argumentar imediatamente que este efeito pode ser alcançado através de emulador, como por exemplo o RPCS3, mas este não tem a capacidade de comercialização que teria uma consola original da Sony com as características atrás mencionadas.
A PS3 Classic poderia ser comercializada por 150 euros e teria um impacto fenomenal nas vendas da Sony, sem afectar o segmento PS4 e PS5. No entanto, esta ideia não é inocente da minha parte porque a PS3 será muitíssimo provavelmente incorporada, em formato de emulação por software e hardware, na Playstation 6.
Segundo esta teoria, os jogos da PS3 poderão ser incorporados na colecção de jogos executados em modo de retrocompatibilidade nativa. Isto sim, seria uma óptima notícia para mim, bem como a criação da Playstation 3 Clássica.
A Sony está atenta a estas “movimentações de mercado” – onde impera o saudosismo e a nostalgia – e tem recursos afectos ao desenvolvimento de emuladores para a PS5 e para a futura PS6. Este é o caminho mais viável do ponto de vista económico e não a criação de uma consola dedicada com a arquitectura CELL.
Seria bem-vinda a PS3 Classic, mas será ainda melhor quando a PS6 colocar ao alcance das mãos dos jogadores toda a colecção completa de jogos para o universo Playstation.