Ubuntu 26.04 LTS – Software & Updates

Se está a fazer uma instalação “limpa” do Ubuntu 26.04 LTS, possivelmente se deparará com um problema com a aplicação “Software & Updates”. O problema é que ele não aparece na lista de aplicações, por defeito e porque não está instalado de raiz.

A medida da Canonical pretende simplificar a utilização do sistema operativo, mas pode ser um entrave para quem gosta de personalizar esta secção com recurso à aplicação “Software & Updates”.

Para quem pretenda recuperar esta ferramenta de versões do sistema operativo anteriores, pode executar no Terminal a seguinte operação:

Comandos a executar no Terminal:


sudo apt update
sudo apt install software-properties-gtk

A aplicação tem como designação “software-properties-gtk” e após a instalação, aparecerá no centro de aplicações.

Tenha presente que as alterações através do Terminal requerem autorização especial e que não tenho responsabilidade alguma sobre possíveis más implementações.

Mesmo assim, são só dois comandos para instalar a aplicação, em caso de dúvida, certifique-se noutras páginas.

PCs e Laptops Nvidia RTX Spark – Preços Estimados

Os novos PCs e portáteis (laptops) com tecnologia RTX Spark da Nvidia serão comercializados neste Outono de 2026 com preços estimados a partir dos 1800 EUR a 2000 EUR para as versões “mais básicas” (versão de entrada). Não se esqueça que o segmento “premium” é o mercado pretendido pela Nvidia e as fabricantes OEM que participam no projecto (ASUS, Microsoft, Lenovo, MSI, etc).

A versão de entrada – a mais básica – contará com o processador Grace de 12 núcleos (RTX Spark N1) e uma GPU Nvidia Blackwell equivalente a uma RTX Mobile 5050, que serão geridos por uma capacidade de memória unificada de até 64GB de RAM.

O segmento de topo contará com um preço-base estimado compreendido na fasquia dos 2500 EUR e 3000 EUR, com – à semelhança da versão de entrada – várias opções diferentes de configuração de memória RAM unificada (até um limite de 128GB) e que poderá alcançar o patamar dos 7500 EUR.

No segmento de topo encontraremos um processador Grace com 20 núcleos (RTX Spark N1X) e uma GPU com 6144 núcleos CUDA (equivalente a uma RTX Mobile 5070). Como foi dito anteriormente, a configuração pode atingir os 128GB de memória unificada.

Quanto aos slots PCI Express para discos SSD NVme, crê-se que a largura de banda permita a instalação e utilização de dois discos em simultâneo com entre 1 a 8 TB de armazenamento cada um.

Note-se que a informação respeitante aos preços ainda não é pública e que estes valores são meramente especulativos, pois provém de fontes obtidas através de canais de informação informais.

Até ao Outono de 2026 saberemos através dos canais oficiais quais as características todas presentes nos diversos laptops e PCs com o SoC (System-On-a-Chip) da Nvidia. Uma coisa é certa, o mercado vai mexer e muito com a disponibilização da primeira geração dos Nvidia RTX Spark.

O seu 1 Petaflop de performance em IA FP4 e 128GB de RAM unificada (na configuração mais avançada) serão aproveitadas por inúmeras ferramentas de criatividade e produtividade optimizadas para computação ARM (como a Adobe, Blender ou Microsoft Office, de entre outros). Veremos qual será a aceitação do mercado de consumo profissional desta versão que correrá o sistema operativos Windows 11 on Arm.

VICTUS HAZE – Tactically Responsive Space (TacRS)

No dia 19 de Junho de 2026 foi completada em “tempo-recorde” uma missão militar espacial – por parte dos Estados Unidos e em forma de exercício ou ensaio- que prevê o lançamento de um veículo espacial em contexto de emergência espacial envolvendo um cenário de ameaça à infra-estrutura espacial (como satélites, estações espaciais ou veículo espaciais em órbita à terra).

A missão foi executada por o Comando Espacial Norte-Americano (US – Space Command) e é habitualmente designada como capacidades de “Tactically Responsive Space (TacRS)”, tendo durado um total de 37 horas e 36 minutos. Este tempo de resposta está significativamente abaixo das 72 horas de tempo limite que foi definido por os Estados Unidos como forma de dar resposta a uma emergência de complexidade de execução acrescida.

O veículo espacial foi lançado a partir da Nova Zelândia e para o efeito foi necessário que o exercício militar cumprisse os protocolos militares de segurança para obtenção do(s) alvo(s), lançamento do veículo espacial e operação remota desse mesmo veículo espacial com o objectivo de cumprir a missão ou missões designadas.

O objectivo principal é demonstrar a prontidão de todas as equipas envolvidas e dos respectivos equipamentos e infra-estruturas de lançamento e controlo. Com a corrida espacial a ganhar novos contornos – exemplo, estabelecimento de bases na Lua – no futuro, também, estas missões procurarão proteger a infra-estrutura espacial em redor da Lua (satélites que providenciem telecomunicações a infra-estruturas estabelecidas na Lua).

Quanto a Marte, pela sua distância e pela barreira tecnológica que ainda não permite astronautas em solo marciano, não vemos a necessidade de uma missão com um estado de prontidão tão elevado.

GPS – Global Positioning System

O sistema GPS (Global Positioning System ou em português “Sistema de Posicionamento Global) foi desenvolvido inicialmente pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos na década de 70, tendo o seu desenvolvimento sido aperfeiçoado ao longo das décadas subsequentes.

No início, o projecto experimental foi lançado em 1973 com a designação de projecto NAVSTAR GPS, derivando do projecto anterior de uma rede de satélites com a designação de projecto “Transit” destinado ao uso pela Marinha Norte-Americana e pela Força Área Norte-Americana.

O processo de desenvolvimento de geolocalização para fins militares ocorre no período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, onde a corrida à tecnologia aeroespacial estava no seu auge.

No período compreendido entre 1978 e 1985 deu-se o lançamento de mais de uma dezena de satélites que compreendiam um alcance territorial extensivo e provaram o conceito da “trilateralização” de informação para geolocalização para fins militares.

No entanto, o uso exclusivo militar foi afastado pelo presidente Ronald Reagan aquando do incidente aéreo com o vôo da Korean Air Lines (Flight 007) em que o avião operado pela companhia área foi mortalmente atingido por aviões de combate soviéticos. O incidente ocorreu por força de um erro de navegação e ditou a partir daí que os Estados Unidos disponibilizariam a tecnologia GPS numa versão adaptada ao uso civil (com algumas limitações).

A administração Reagan desclassificou o projecto militar e iniciou o processo de adaptação a utilização por empresas e utilizadores civis, o qual foi concluído na década de 90.

Apesar da democratização do uso de GPS na década de 90. Foi com a administração Clinton que o sistema passou a ser implementado massivamente entre os utilizadores civis. A dificuldade de uso na década de 90 prendia-se com o facto de os utilizadores militares dificultarem a precisão do GPS, aos civis, com uma “discrepância” de 100 metros na acuidade do mesmo. Esta limitação de funcionalidade tinha a designação de “Selective Availability (SA)”.

Em Maio do ano de 2000, o presidente Bill Clinton assinou um decreto presidencial em que a limitação de precisão passaria dos 100 metros para os 10 metros, tornando assim o caminho mais fácil para a implementação no mercado civil.

Foi com esta alteração que se começou a assistir à massificação da tecnologia GPS entre diferentes sectores da sociedade civil. Uma revolução que conduziu à navegação generalizada através dos aparelhos dos automóveis, dos telemóveis, dos veículos de agricultura, da navegação área, de prospecção marítima, de entre muitos outros sectores.

Hoje a tecnologia está amadurecida e foi replicada em outros blocos económicos, como a União Europeia (sistema Galileo), a China (sistema Beidou) e a Rússia (sistema Glonass), de entre outros.

Em 2026, o sistema GPS conta com 21 satélites GPS, estando previstos 24 satélites em 2027.

Nvidia N1X

O Nvidia N1X é um novo sistema integrado contido num chip (“system-on-a-chip”, SoC) desenvolvido em parceria com a Mediatek para a Nvidia e que contém um processador ARM, GPU e memória RAM unificada até 128GB. Tudo isto com suporte para o Windows 11 na versão “Windows on ARM”.

O processador ARM com instruções “Armv9.2” neste sistema vai apresentar duas configurações: uma de alto desempenho com 20 núcleos (10 de performance “Cortex-X925”, 10 de eficiência “Cortex-A725”) e a designação de “N1X 675”; e, outra, de desempenho intermédio com dezoito núcleos (9 de performance, 9 de eficiência) e a designação de “N1X 650”.

As diferenças entre as duas versões estendem-se também à parte gráfica que inclui uma placa de processamento gráfico (iGPU) com arquitectura Blackwell equivalente às placas-gráficas da NVIDIA na versão Geforce RTX 5070, mas que contará com 6144 núcleos CUDA na versão mais poderosa e 5120 núcleos CUDA na versão intermédia. Os “núcleos CUDA” são conhecidos em Inglês como “CUDA cores”.

Outra diferença, é no limite da capacidade de memória unificada (que é dividida entre o processador e a GPU integrada): a versão mais dispendiosa tem uma configuração de memória até 128GB de RAM LPDDR5X e a mais “acessível” uma configuração de até 64GB de RAM (também no formato LPDDR5X).

O SoC Nvidia N1X é apontado como o equivalente à plataforma “GB10 Grace Blackwell” que é implementada nas estações de trabalho Nvidia’s DGX Spark AI. Claro que este SoC está segmentado para o mercado de consumo e por isso tem menos capacidades que as DGX Spark AI.

O Nvidia N1X, em termos de armazenamento, possui a capacidade para gerir em simultâneo 3 SSD’s no formato NVMe, sendo que os SSD deverão ter uma capacidade de velocidade PCIe no formato 5.0.

O N1X é assim, um concorrente de peso às estações de trabalho que fazem uso intensivo das funcionalidades gráficas integradas no SoC, nomeadamente os Apple Silicon e AMD Ryzen Halo. O preço previsto está compreendido entre os 3000 a 4500 euros nas versões N1X.

Prevê-se também que, aquando do anúncio deste chip na Computex, seja anunciado o SoC “Nvidia N1” focado no mercado dos computadores portáteis e com um preço de entrada mais acessível ao público em geral.

A Intel, a AMD e a Apple, vêem assim a entrada em força de um concorrente de peso no mercado dos microprocessadores de consumo, produtividade e AI local. A Nvidia, com as suas placas-gráficas, deu provas de que consegue estabelecer-se no mercado empresarial e doméstico com maturidade suficiente para ganhar uma quota de mercado substancial.

Para além disso, junto dos consumidores tem uma óptima reputação que aponta para a compatibilidade e fiabilidade dos produtos da Nvidia em ferramentas de produtividade e criatividade, como a Adobe Suite ou o Microsoft 365.

Em suma, a Computex 2026 vai trazer novidades cruciais no médio-prazo para o segmento da AI e do mercado de consumo doméstico e empresarial. Será o derradeiro momento das grandes marcas estabelecerem as regras do jogo na área da tecnologia informática.

PS3 – Blood Stone, James Bond 007

Estamos perante o iminente lançamento de 007 First Light para as consolas PS5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e computadores com sistema operativo Windows (PC).

Este é o jogo sucesor ao 007 Legends lançado há quase 14 anos no longíquo ano de 2012. Note-se que o jogo foi lançado para as consolas PS3, Xbox, Wii U e, claro, numa versão Windows (computador – PC). No entanto, ao contrário das expectativas do 007 First Light, o “007 Legends” foi um falhanço, tendo a crítica e os jogadores recebido o jogo com muito mau feedback.

Dois anos antes, no ano de 2010 surgiu o James Bond 007: Blood Stone que teve uma história bem diferente e foi acolhido pela crítica com análises e feedback positivo. O jogo transporta-nos para uma história original, à semelhança de First Light, e conta com a prestação de Daniel Craig e da Dame Judi Dench nos papéis de James Bond e M.

O jogo começa com um confronto na cidade de Atenas e uma perseguição de barco que exploram os limites da Playstation 3. Os gráficos são impecáveis para a versão PS3 e, por ser a consola que posssuo, esta será aquela de que falarei.

A jogabilidade é fácil – com um vector de aprendizagem simplificado – e integra-se facilmente com o Dualshock 3. A estória desenrola-se a um passo normal, à semelhança de um qualquer filme de 007 de Daniel Craig.

O jogo permite-nos descobrir o universo Bond com relativa facilidade e satisfação, mas há um pormenor. O jogo é agora retro-gaming e, dado que estou a fazer uma análise rápida do jogo, devo dizer que a cópia que tenho em mãos tem um erro de leitura do disco e, sim, creio que existe e que fiz o download do update na rede PSN aquando da instalação do Blu-ray (faço sempre para que não haja bugs ou erros).

É verdade, vou ter de adquirir em breve uma segunda cópia porque segundo tudo o que li, o jogo é hipersensível aos erros de leitura do Blu-ray. Vou cruzar os dedos para que não tenha erro no mesmo sítio do disco óptico e para que estes sejam alternados

Não creio que seja da inteira responsabilidade dos estúdios de jogos Activision, a prensagem dos Blu-ray, mas as “cut-scene” podiam ser mais tolerantes aos riscos no disco óptico e fazer com que o laser fizesse um skip em vez de acusar um erro de onde se passa rapidamente para um bloqueio inultrapassável.

Well… não creio que possa fazer uma avaliação completa do enredo do jogo, mas até à parte que joguei, usufrui de uma experiência de jogo agradável. Vou ter de arranjar uma segunda cópia de Blu-ray numa loja de jogos PS3 em segunda-mão.

Quando tiver “mission accomplished” nesta saga do erro de leitura óptica, terminarei aqui a minha review do jogo da PS3. Mais, com o passar do tempo, “perderei” aqui alguns minutos a partilhar a minha experiência com os jogos PS3 que tenho em segunda-mão e que foram adquiridos maioritariamente na CeX (loja que recomendo para aquisição de jogos em segunda-mão).

Microsoft – Azure Linux 4.0

A Microsoft disponibilizou ao público em geral uma distribuição Linux com a sua assinatura e tendo por base os pacotes de distribuição RPM do Fedora Linux. A distribuição é nova, mas já existiam versões anteriores optimizadas para a rede Microsoft Azure e limitadas ao Azure Kubernetes Service (AKS).

No entanto, esta é a primeira versão que pode ser instalada localmente ou na rede Azure. Assim é oferecida a hipótese de as equipas de desenvolvimento e programação efectuarem os mais diversos e variados testes de programação num servidor, computador local ou até no subsistema do Windows 11 (WSL – Windows Subsystem for Linux).

Para o efeito, a Microsoft disponibiliza para transferência esta versão através do Github. A distribuição Linux encontra-se localizada em: https://github.com/microsoft/azurelinux

Sobre esta versão são mencionadas duas características principais. Primeiro, a pequena “pegada de código” que mantém a distribuição leve e optimizada. Segundo, a segurança reforçada do código-base (kernel) e dos mecanismos de protecção da própria distribuição, estando ao nível dos critérios de exigência da Azure.

Se é um entusiasta ou curioso, pode experimentar esta distribuição num equipamento informático que se encontre encostado a um canto sem uso nenhum. Não se esqueça que para um ambiente de produção deverão ser acauteladas todas as medidas de segurança antes de conhecer a fundo o Azure Linux 4.0.

Se é um programador ou engenheiro informático, esta pode ser uma solução para implementar num dos seus projectos futuros ou actuais, sendo que a “pegada de código” diminuta e as semelhanças com o Fedora Linux permitem utilizar o Azure Linux 4.0 em um equipamento local, em um “container” da rede Azure ou outro serviço online compatível.

H.266 – Versatile Video Coding (VVC)

O codec H.266 é o concorrente directo do codec AV1 e o sucessor do codec H.265. A tecnologia de compressão de vídeo atinge marcas impressionantes face ao seu predecessor, o H.265 (HEVC).

De forma genérica, o H.266 (VVC – Versatile Video Coding) atinge uma compressão de 50% face ao codec anterior, o que significa que um ficheiro de 40GB filmado em 4K (codificado com o H.265) pode ser “encolhido” até 20GB com os mesmos 4K de resolução e sem perda de qualidade. A compressão é uma vantagem considerável na utilização da resolução UHD com que muitos cinematógrafos e artistas de vários espectros poderão contar no futuro nos seus dispositivos de filmagem e edição.

Os 50% de compressão serão também muito bem-vindos para a indústria de streaming de vídeo pois a arquitectura permite cortar nos custos de transmissão e transferência por streaming. A arquitectura avançada permite também a inclusão de outras tecnologias visuais, como por exemplo filmagens panorâmicas em 360°, filmagem em VR (Virtual Reality) / AR (Augmented Reality) e o já clássico HDR com resolução 4K e 8K.

No entanto, apesar das especificações terem sido determinadas em 2020, a tecnologia H.266 apresenta vários desafios na sua implementação no mercado profissional e de consumo.

Primeiro, a tecnologia não é Open-Source e requer uma licença comercial paga.

Segundo, o codec VVC exige equipamentos modernos e mais recentes para reproduzir com fluidez os conteúdos de vídeo comprimidos com recurso a esta tecnologia.

Terceiro, a codificação de vídeo neste codec não é nada fácil pois exige uma computação aproximadamente 10 vezes superior à da utilizada no codec H.265. Para a reprodução de H.266 é necessário um poder de computação duas vezes superior à do codec anterior.

Em suma, os algoritmos que permitem alcançar este feito de compressão vídeo são notáveis e, com toda a certeza, com as suas vantagens surtirão efeitos no mercado com cada vez mais dispositivos a suportar a sua reprodução e codificação (em coexistência com o codec AV1 que é totalmente livre de royalties para os projectos Open-Source no segmento audiovisual).

As vantagens serão ainda muito melhor aproveitadas em equipamentos informáticos e smartphones que possuam menos espaço de armazenamento SSD (ou espaço ROM nos smartphones) porque optimizam o tamanho das bibliotecas audiovisuais de reprodução e captura de vídeo.

O Planeta X

A procura inicial por o Planeta X do sistema solar – o X é de incógnito e não do número 10, como representado na númeração romana – foi estabelecida por os astrónomos Percival Lowell e William Pickering, sendo que a designação Planeta X é atribuída a Gabriel Dallet.

A procura por um “novo” planeta desconhecido que orbitava o Sol para além das fronteiras de Neptuno iniciou-se em 1906, no Observatório Lowell que fora fundado anteriormente, no ano de 1894, pelos dois primeiros cientistas enunciados no parágrafo anterior.

Durante um período de vários anos, até à morte de Lowell em 1916, a pesquisa astronómica dos cientistas desenvolveu várias teorias que permitiram apontar que o planeta X tinha uma massa sete vezes superior ao planeta Terra e que orbitava o Sol a uma espectacular distância de 43 unidades astronómicas (43 vezes a distância da Terra ao Sol).

Ao mesmo tempo que desenvolviam a investigação científica, o astronómo William Pickering anunciou que existia mais uma anomalia na órbita de Úrano e que esta apontava para mais um outro planeta, desta vez com a designação de Planeta O (porque a letra O vem a seguir à letra N a Neptuno). Este segundo e hipotético “novo planeta” teria uma órbita completa ao Sol de aproximadamente 373 anos e meio e orbitaria a uma distância de 51,9 unidades astronómicas.

No ano de 1916, conforme anunciado há dois parágrafos atrás, o astrónomo Lowell faleceu e a sua pesquisa incessante pelo planeta X foi temporariamente suspensa (em conjunto com uma disputa legal entre a viúva de Lowell que não queria que o observatório desse continuidade a este projecto).

Os anos passaram e no ano de 1930 foi descoberta uma pista muito importante para a adição de um novo planeta ao conjunto de oito planetas que compunham o sistema Solar conhecido até então. Este novo planeta não era o Planeta X nem o Planeta O, mas sim o agora popularíssimo planeta Plutão (ou Pluto em Inglês).

A descoberta de Plutão surge da procura incessante por um corpo celeste que influenciaria as órbitas dos planetas mais distantes (neste caso Neptuno e Úrano).

Plutão teve a designação de planeta até meados da década de 2000’s, altura em que recebeu um “downgrade” na sua classificação, pois no fundo é um objecto celeste planetóide (um planeta Anão).

No entanto, a anomalia gravitacional dos vários objectos celestiais que foram descobertos ao longo de mais de 100 anos após a morte de Lowell mantém-se e manteve-se, levando a uma nova procura do planeta X. O que resulta do consenso de que Plutão não é suficientemente grande e influente nas anomalias órbitacionais dos objectos trans-neptunianos e na nova fronteira do cinturão de Kuiper.

Neste espaço de tempo, anterior e posterior ao “downgrade” de Plutão, foram descobertos objectos que validam a existência de um corpo celeste massivo que influenciam a rota de planetóides, como por exemplo o Sedna, Charon, Makemake, Quaoar, Gonggong e Haumea.

Todavia, não será um objecto como o idealizado e concebido no início do século XX. O objecto de que falamos agora é o planeta Nove (recordo que o sistema solar tem só 8 planetas “de-facto” à data de hoje).

A pesquisa por o planeta Nove tem envolvido inúmeros elementos tecnológicos e humanos para que possam cimentar a teoria de que há um objecto massivo a interferir com as órbitas dos corpos celestes no cinturão de Kuiper.

O curioso é que, apesar deste ser um corpo celeste massivo, os dados mais recentes apontam para que poderemos estar sobre a presença de um buraco negro primordial (em formato pequeno e teorizada a sua existência no início do Universo).

A ser um buraco negro primordial, a sua descoberta não está comprometida, mas eleva ao expoente máximo a capacidade para o identificar directamente. Enfim, curiosidades que nos afastam um pouco da conversa quotidiana sobre extraterrestres e OVNI’s (UFO’s) que surgiram no corrente ano e no último ano.

 

Apple Mac Mini M5

Estamos em 16 de Maio de 2026 e é aguardada com muita expectativa o lançamento dos novos processadores da Apple – M5, M5 Pro e M5 Max – na linha desktop Mac, designadamente o Mac Mini, o iMac e o Mac Studio.

O design dos três formatos desktop activos não sofrerá grandes alterações, dadas as características térmicas dos novos processadores de arquitectura ARM (Apple Silicon) que não introduz alterações excepcionais no sistema de arrefecimento dos novos equipamentos.

As limitações prendem-se com o fenómeno de aumento exponencial do preço das memórias RAM e do armazenamento SSD que ditará alguns compromissos na disponibilização de modelos com elevada RAM e espaço de armazenamento. Isto estará reflectido nas novas margens de lucro da Apple para o mercado de consumo.

O Mac Mini é um caso particular, pois tem uma elevada procura para modelos “menos complexos” de Inteligência Artificial, como por exemplo a ferramenta Claude. O Mac Studio é também uma excelente escolha para modelos de IA mais avançados, dado que utilizará mais memória com os processadores M5 Max e um eventual “M4 Ultra” (?).

No entanto, há quem aponte que o fenómeno do Macbook Neo pode ser replicado no modelo Mac Mini para baixar ou manter o preço de entrada nos 729 EUR. Recorde-se que a gama Neo utiliza menos memória (8GB RAM) e um processador de um smartphone para correr o sistema operativo MacOS.

A minha expectativa é que não haja um aumento significativo do preço do Mac Mini (que seja de aproximadamente de 100 euros) e que o armazenamento por defeito comece nos 512GB de espaço. Esta será a versão próxima da fasquia dos 1000 euros (por excesso desta vez).

Que esta versão de entrada do Mac Mini – na fasquia dos 1000 euros – não seja uma versão “Neo-nizada” com 8GB de RAM e que inclua um botão de On/off num local mais acessível.

Quanto ao Mac Studio e aos iMac, no primeiro veremos um incremento das características essenciais (RAM e Armazenamento) e nos segundos veremos uma nova gama alargada de cores, certamente.

Aliás, o iMac pode ter, sim, uma versão Neo destinada ao mercado de entrada (com um preço inferior ao dos iMac com M5). No Studio, não sei se iremos assistir às versões com 512GB de RAM, mas ele torna-se em definitivo o equipamento mais poderoso de toda a gama Mac (Rest In Peace Mac Pro) com expansibilidade através das ligações externas Thunderbolt.

Tudo estará certamente esclarecido na WWDC 2026 e a data de lançamento será anunciada para este trimestre (2.º Trimestre) ou um dos dois posteriores (3.º Trimestre ou 4.º Trimestre).