
A procura inicial por o Planeta X do sistema solar – o X é de incógnito e não do número 10, como representado na númeração romana – foi estabelecida por os astrónomos Percival Lowell e William Pickering, sendo que a designação Planeta X é atribuída a Gabriel Dallet.
A procura por um “novo” planeta desconhecido que orbitava o Sol para além das fronteiras de Neptuno iniciou-se em 1906, no Observatório Lowell que fora fundado anteriormente, no ano de 1894, pelos dois primeiros cientistas enunciados no parágrafo anterior.
Durante um período de vários anos, até à morte de Lowell em 1916, a pesquisa astronómica dos cientistas desenvolveu várias teorias que permitiram apontar que o planeta X tinha uma massa sete vezes superior ao planeta Terra e que orbitava o Sol a uma espectacular distância de 43 unidades astronómicas (43 vezes a distância da Terra ao Sol).
Ao mesmo tempo que desenvolviam a investigação científica, o astronómo William Pickering anunciou que existia mais uma anomalia na órbita de Úrano e que esta apontava para mais um outro planeta, desta vez com a designação de Planeta O (porque a letra O vem a seguir à letra N a Neptuno). Este segundo e hipotético “novo planeta” teria uma órbita completa ao Sol de aproximadamente 373 anos e meio e orbitaria a uma distância de 51,9 unidades astronómicas.
No ano de 1916, conforme anunciado há dois parágrafos atrás, o astrónomo Lowell faleceu e a sua pesquisa incessante pelo planeta X foi temporariamente suspensa (em conjunto com uma disputa legal entre a viúva de Lowell que não queria que o observatório desse continuidade a este projecto).
Os anos passaram e no ano de 1930 foi descoberta uma pista muito importante para a adição de um novo planeta ao conjunto de oito planetas que compunham o sistema Solar conhecido até então. Este novo planeta não era o Planeta X nem o Planeta O, mas sim o agora popularíssimo planeta Plutão (ou Pluto em Inglês).
A descoberta de Plutão surge da procura incessante por um corpo celeste que influenciaria as órbitas dos planetas mais distantes (neste caso Neptuno e Úrano).
Plutão teve a designação de planeta até meados da década de 2000’s, altura em que recebeu um “downgrade” na sua classificação, pois no fundo é um objecto celeste planetóide (um planeta Anão).
No entanto, a anomalia gravitacional dos vários objectos celestiais que foram descobertos ao longo de mais de 100 anos após a morte de Lowell mantém-se e manteve-se, levando a uma nova procura do planeta X. O que resulta do consenso de que Plutão não é suficientemente grande e influente nas anomalias órbitacionais dos objectos trans-neptunianos e na nova fronteira do cinturão de Kuiper.
Neste espaço de tempo, anterior e posterior ao “downgrade” de Plutão, foram descobertos objectos que validam a existência de um corpo celeste massivo que influenciam a rota de planetóides, como por exemplo o Sedna, Charon, Makemake, Quaoar, Gonggong e Haumea.
Todavia, não será um objecto como o idealizado e concebido no início do século XX. O objecto de que falamos agora é o planeta Nove (recordo que o sistema solar tem só 8 planetas “de-facto” à data de hoje).
A pesquisa por o planeta Nove tem envolvido inúmeros elementos tecnológicos e humanos para que possam cimentar a teoria de que há um objecto massivo a interferir com as órbitas dos corpos celestes no cinturão de Kuiper.
O curioso é que, apesar deste ser um corpo celeste massivo, os dados mais recentes apontam para que poderemos estar sobre a presença de um buraco negro primordial (em formato pequeno e teorizada a sua existência no início do Universo).
A ser um buraco negro primordial, a sua descoberta não está comprometida, mas eleva ao expoente máximo a capacidade para o identificar directamente. Enfim, curiosidades que nos afastam um pouco da conversa quotidiana sobre extraterrestres e OVNI’s (UFO’s) que surgiram no corrente ano e no último ano.


Não, não adormeci e bati com a cabeça no teclado





